Apoio aos ‘elétricos’ não será de 10.000 euros por unidade

Pedro Calado lamentou as contas (mal) feitas por um órgão de comunicação social, com base num valor por unidade aplicado a título excecional no Porto Santo e que em momento algum foi pensado para ser replicado no todo regional. O vice-presidente...

Apoio aos ‘elétricos’ não será de 10.000 euros por unidade
Pedro Calado lamentou as contas (mal) feitas por um órgão de comunicação social, com base num valor por unidade aplicado a título excecional no Porto Santo e que em momento algum foi pensado para ser replicado no todo regional. O vice-presidente do Governo Regional negou, na manhã desta quinta-feira no Parlamento Regional, no âmbito do debate e votação das propostas feitas ao Orçamento Regional para 2020, que o incentivo à aquisição de automóveis elétricos na Região passe pelo apoio de 10.000 euros por unidade, garantindo, então, que o modelo aplicado no Porto Santo decorreu num formato excecional e de forma alguma poderia ser extrapolado para o todo regional. O valor do apoio unitário não está ainda estipulado, assegurou, mas será consideravelmente inferior a esses 10.000 euros. Certo é que está consignada uma verba de um milhão de euros para esta rúbrica, deixando claro a possibilidade de ser reforçada, se a execução assim o indiciar, mas sempre por valores unitários distantes montante. A questão do apoio à mobilidade elétrica consumiu algum tempo de debate. O JPP, por intermédio de Rafael Nunes, fez saber que o milhão de euros consignados a essa rubrica era manifestamente escasso, mormente comparando com o aplicado no Porto Santo, na ordem dos 400 mil euros, num espaço em que a densidade populacional não é comparável ao todo regional. Disse, o deputado do JPP, que aumentar consideravelmente essa verba fazia todo o sentido, até para aproveitar o élan da sensibilização generalizada que vai se instalando na população, com o intuito de diminuir a ‘pegada carbónica’. E, no seu entender, a verba afetada poderá ser consumida logo nos primeiros meses do ano. Pedro Calado sentiu-se, então, na obrigação de intervir, para explicar que o projeto da ‘ilha dourada’ foi englobado num todo de um ‘Porto Santo sustentável’, em que os 400 mil euros disponibilizados, com um incentivo de 10.000 euros por unidade, representaram um rácio de 88,8 euros por habitante. Ora, transpor essa medida, nos mesmos moldes na Madeira, representaria uma verba de 23,8 milhões de euros, de todo insuportável para o erário regional. Mas, o vice-presidente deixou bem expresso que não se trata de um ‘documento fechado’ e se a execução desta rúbrica assim o ‘exigir’, poderão ser estabelecidas outras metas financeiras, no que respeita a esse apoio à mobilidade elétrica. Mas sempre sem ter como comparação os valores aplicados em 2019 no Porto Santo. Nas suas próprias palavras, “desde que se apresentem resultados e tenham boa taxa de execução, o Governo nunca fecha a porta à possibilidade e aumentar os apoios”, frisou. Assim, Pedro Calado lamentou a informação debitada na comunicação social, que extrapolava para esse gasto de um milhão de euros em apenas 100 viaturas. Contas feitas com base nos tais 10.000 euros por unidade que vigorou no Porto Santo que, de forma alguma, se poderia aplicar no todo regional, conforme justificaria, depois, através das contas. Garantiu que esse valor unitário não está estabelecido e que está ainda a ser estudado, mas que será sempre consideravelmente inferior a esse que foi plasmado num meio de comunicação social.