ARM refere que contaminação da praia tem origem em descargas ilegais nas ribeiras de Machico

A ARM esclarece, em comunicado, que "é completamente alheia a esta situação, que está devidamente identificada e da qual a Câmara Municipal de Machico tem pleno conhecimento". No seguimento das notícias tornadas públicas esta tarde, que davam conta que a Praia de São Roque está interdita a banhos, um "facto que o presidente da autarquia Ricardo Franco lamenta por coincidir com a época balnear" sendo que a "proibição decorre de uma descarga programada pela empresa pública [ARM] e comunicada ao município em finais de maio",  a Águas e Resíduos da Madeira (ARM) esclarece o seguinte: "É lamentável que o senhor presidente da Câmara Municipal de Machico venha acusar a ARM de descargas na praia deste município, conhecendo perfeitamente as causas e origem das mesmas". A ARM refere que "estas situações ocorrem devido a descargas ilegais de águas residuais (esgotos) domésticas para as ribeiras municipais, isto porque, lamentavelmente, muitas habitações locais ainda não têm ligação às redes coletoras. Estas ocorrências são ainda mais graves, em períodos de maior pluviosidade, pois os resíduos acumulados nas ribeiras são arrastados para o mar". No esclarecimento, a empresa indica que "a ARM, no seguimento dos trabalhos de monitorização regulares que efetua, tem vindo a detetar e comunicar à Câmara Municipal várias situações irregulares, nomeadamente quanto à sobreposição de redes coletoras de águas residuais e de redes pluviais, bem como descargas de fossas sépticas diretamente para as ribeiras, sendo competência da Câmara Municipal fiscalizar estas derradeiras situações". A nota refere ainda que "relativamente à acusação de má fé de hoje, a ARM informa que equipas de técnicos da empresa se deslocaram ao terreno a fim de averiguar a situação em concreto e que não foram identificadas outras situações anómalas, além das já identificadas e referidas acima" e acrescenta que "a ARM já realizou e tem em curso obras relevantes, com o valor total de cerca 4 milhões de euros, que visam a melhoria da gestão e funcionamento dos serviços de drenagem de águas residuais sob sua gestão, conferindo maior qualidade de vida e segurança à população local, bem como a melhoria da qualidade das águas balneares do referido concelho". A concluir, a ARM refere que "os trabalhos a realizar no âmbito das referidas intervenções têm por objetivo a redução dos pontos de descarga direta no meio recetor, a conexão de coletores existentes que se encontravam fora de serviço, o aumento da cobertura de serviço e reformulação do destino das águas residuais em Machico (lançamento de cerca de 8 km de redes de drenagem de águas residuais), com intervenções ao nível das redes coletoras, estações elevatórias e de estações de tratamento de águas residuais neste município".    

ARM refere que contaminação da praia tem origem em descargas ilegais nas ribeiras de Machico
A ARM esclarece, em comunicado, que "é completamente alheia a esta situação, que está devidamente identificada e da qual a Câmara Municipal de Machico tem pleno conhecimento". No seguimento das notícias tornadas públicas esta tarde, que davam conta que a Praia de São Roque está interdita a banhos, um "facto que o presidente da autarquia Ricardo Franco lamenta por coincidir com a época balnear" sendo que a "proibição decorre de uma descarga programada pela empresa pública [ARM] e comunicada ao município em finais de maio",  a Águas e Resíduos da Madeira (ARM) esclarece o seguinte: "É lamentável que o senhor presidente da Câmara Municipal de Machico venha acusar a ARM de descargas na praia deste município, conhecendo perfeitamente as causas e origem das mesmas". A ARM refere que "estas situações ocorrem devido a descargas ilegais de águas residuais (esgotos) domésticas para as ribeiras municipais, isto porque, lamentavelmente, muitas habitações locais ainda não têm ligação às redes coletoras. Estas ocorrências são ainda mais graves, em períodos de maior pluviosidade, pois os resíduos acumulados nas ribeiras são arrastados para o mar". No esclarecimento, a empresa indica que "a ARM, no seguimento dos trabalhos de monitorização regulares que efetua, tem vindo a detetar e comunicar à Câmara Municipal várias situações irregulares, nomeadamente quanto à sobreposição de redes coletoras de águas residuais e de redes pluviais, bem como descargas de fossas sépticas diretamente para as ribeiras, sendo competência da Câmara Municipal fiscalizar estas derradeiras situações". A nota refere ainda que "relativamente à acusação de má fé de hoje, a ARM informa que equipas de técnicos da empresa se deslocaram ao terreno a fim de averiguar a situação em concreto e que não foram identificadas outras situações anómalas, além das já identificadas e referidas acima" e acrescenta que "a ARM já realizou e tem em curso obras relevantes, com o valor total de cerca 4 milhões de euros, que visam a melhoria da gestão e funcionamento dos serviços de drenagem de águas residuais sob sua gestão, conferindo maior qualidade de vida e segurança à população local, bem como a melhoria da qualidade das águas balneares do referido concelho". A concluir, a ARM refere que "os trabalhos a realizar no âmbito das referidas intervenções têm por objetivo a redução dos pontos de descarga direta no meio recetor, a conexão de coletores existentes que se encontravam fora de serviço, o aumento da cobertura de serviço e reformulação do destino das águas residuais em Machico (lançamento de cerca de 8 km de redes de drenagem de águas residuais), com intervenções ao nível das redes coletoras, estações elevatórias e de estações de tratamento de águas residuais neste município".