‘Árvore, uma linha à diáspora’ conta histórias, ligações e memórias felizes

Há exposições que contam histórias, ligações, exemplos que ficam e memórias felizes. ‘Árvore, uma linha à diáspora’, que foi inaugurada esta tarde, na Galeria Marca de Água, é um desses casos. Conta as memórias de infância da artista plástica...

‘Árvore, uma linha à diáspora’ conta histórias, ligações e memórias felizes
Há exposições que contam histórias, ligações, exemplos que ficam e memórias felizes. ‘Árvore, uma linha à diáspora’, que foi inaugurada esta tarde, na Galeria Marca de Água, é um desses casos. Conta as memórias de infância da artista plástica Dina Pimenta, quando ia para a escola e, depois para casa, e ficava fascinada com as flores de jacarandá que iam salpicando de cor lugares como a Avenida do Infante e o Jardim Municipal. Conta ainda as viagens que se foi apercebendo que as árvores fazem, à semelhança do homem, numa diáspora que tanto se aplica ao jacarandá, que chegou à Madeira vindo de vários sítios, como de uma espécie de orquídea endémica da Madeira, muito pouco conhecida na ilha, mas que descobriu estar no Jardim Botânico de Londres, desde 1973. E também conta o amor que a mãe lhe passou pelo cuidar das plantas, num dia “extremamente especial”, porque “era o dia do aniversário da minha mãe”, contou ao JM. “A minha mãe ensinou-me a jardinar e a cuidar das plantas. E este amor e atenção que eu tenho pelas plantas, pelas flores e pelas árvores, foram ensinamentos que eu fui absorvendo dela”, disse, ao nosso jornal. Esta tarde também foi emotiva para a diretora da Galeria, Raquel Fraga, que, passados dois anos de terem aberto as portas, agradeceu à família e ao marido “a força e o impulso” que lhe deram para abrir uma galeria no Funchal. Algo que “era praticamente impensável que se pudesse fazer com sucesso”, ressalvou. Entre vários agradecimentos, a responsável sublinhou toda a ajuda do seu colaborador e artista plástico Diogo Goes, que garantiu ser “o melhor programador e curador da Região Autónoma da Madeira, sem qualquer sombra de dúvida”.   Presentes ainda na abertura da exposição estiveram o secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, que elogiou o trabalho que está a ser efetuado pela Galeria na divulgação e promoção da arte. Enalteceu ainda “a enorme responsabilidade social” demonstrada na “ligação às escolas” e a outras instituições, o que permite cativar os mais jovens para a cultura.  O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, também marcou presença, tendo relevado a “dinâmica cultural” que Raquel Fraga tem conseguido imprimir neste espaço. “Precisamos de mais Marcas de Água”, rematou.