Assassinados mais de 400 bangladechianos na África do Sul

Uma onda de ataques mortíferos contra trabalhadores estrangeiros, na África do Sul, em semanas recentes, continua sob as luzes da ribalta política de vários países, mormente africanos.  A embaixada do Bangladesh em Tshwane (Pretória) atestou...

Assassinados mais de 400 bangladechianos na África do Sul
Uma onda de ataques mortíferos contra trabalhadores estrangeiros, na África do Sul, em semanas recentes, continua sob as luzes da ribalta política de vários países, mormente africanos.  A embaixada do Bangladesh em Tshwane (Pretória) atestou que nenhum dos cidadãos daquele país do sul da Ásia, esteve envolvido nessa onda de violência. Ao invés disso, o embaixador do Bangladesh revelou que uma parte das mortes está relacionada com desentendimentos nos negócios, envolvimento em disputas de dinheiro, relações extra-matrimoniais e outros argumentos de ordem pessoal, mas que 95% foram assassinados nos seus negócios ou locais de trabalho. Todavia, acrescentou que esta percentagem poderá ser maior uma vez que os familiares não participam à polícia nem às autoridades representativas, por se encontrarem em situação ilegal, disse o Alto Comissário, Shabbir Ahamad Chowdhury, avançando ainda que 88 corpos de emigrantes bangladechianos foram repatriados este ano, perfazendo um total de 452 desde 2015. Chowdbury disse que a maior parte dos bangladechianos “contratam assassinos” que executam essas mortes para resolver disputas. Existem milhares de proprietários de mercearias, lojas e pequenos supermercados através de todo o país. Um número significativo de nacionais do Bangladesh, foram assassinados, mas as autoridades não foram informadas, visto que uma maioria se encontra em situação ilegal no país, e muito menos apresentaram queixa às autoridades competentes ou procuraram justiça. Presentemente estão radicados na África do Sul cerca de 400.000 nacionais do Bangladesch, referiu o representante diplomático. O Alto Comissário disse que a embaixada instou as autoridades sul africanas para tomar medidas   severas para por cobro à imigração ilegal e no combate ao crime.