Associação critica empresas e suspensão do PDM de Santa Cruz

Posição pública assumida esta manhã é assinada pelo presidente Dionísio Andrade. A Associação de Defesa do Ambiente e Qualidade de Vida emitiu hoje um comunicado onde manifesta “o seu mais veemente repúdio” pelo que considera “insinuações,...

Associação critica empresas e suspensão do PDM de Santa Cruz
Posição pública assumida esta manhã é assinada pelo presidente Dionísio Andrade. A Associação de Defesa do Ambiente e Qualidade de Vida emitiu hoje um comunicado onde manifesta “o seu mais veemente repúdio” pelo que considera “insinuações, falsidades e má-fé das grandes construtoras da Região”. O comunicado, que visa essencialmente a AFAVIAS e “o Jornal da Madeira” aponta “ignóbeis falsidades sobre a recente polémica da extração de inertes nas nossas linhas de água e orla costeira”. A posição pública contra a retirada de inertes também defende as pequenas empresas “que exploravam pedreiras” que terão sido “obrigadas a encerrar portas e a mandar os seus trabalhadores para o desemprego”. O comunicado da associação nota “a Ribeira Brava e Tabua, Ribeira de São Vicente, Ribeira dos Socorridos, Ribeira da Madalena do Mar, Ribeira Seca e da Metade, no Faial, têm sofrido o descalçamento das suas cabeceiras, revolvidos os seus leitos, despidos os seus meandros naturais dos seus frondosos arvoredos, tudo para alimentar o lucro fácil dessas construtoras” A posição hoje defendida pela associação, assinado por Dionísio Andrade, também ataca a justiça, considerando que a extração de inertes “é realizada com o beneplácito dos nossos magistrados do Ministério Público.  O caso mais paradigmático, é o da Ribeira Brava, cujo leito foi completamente canalizado e “rapinado” de inertes numa grande extensão, onde em caso de chuvas intensas, a velocidade do caudal torrencial será de tal ordem que, a jusante, irá por em perigo as populações e seus bens (a Ribeira da Ponta do Sol também tem sido vítima deste mesmo método interventivo). A mesma nota conclui que não há falta de material. “No perigoso estaleiro da Meia Légua, na Ribeira Brava, São Vicente, e sítio dos Moinhos, no Faial, têm milhões de toneladas açambarcadas, tudo com o vil prepósito de fazerem rarear esses inertes no mercado”. Outro aspeto que merece reparo da associação é a suspensão do Plano Diretor Municipal de Santa Cruz para a zona do Portinho, no Caniço. “Quando os restantes munícipes desse concelho são obrigados a cumprir esse mesmo PDM, [é] uma medida altamente discriminatória para os demais munícipes e uma mancha para os Juntos Pelo Povo, partido cujos líderes, há poucos anos, defendiam precisamente o contrário.”