Ataque de duas bombistas suicidas mata três civis e ferem oito na Nigéria

Duas bombistas suicidas mataram pelo menos três pessoas e feriram outras oito num alegado ataque do Boko Haram no nordeste da Nigéria, afirmaram hoje os serviços de emergência do país. Os ataques, realizados no final de terça-feira, atingiram...

Ataque de duas bombistas suicidas mata três civis e ferem oito na Nigéria
Duas bombistas suicidas mataram pelo menos três pessoas e feriram outras oito num alegado ataque do Boko Haram no nordeste da Nigéria, afirmaram hoje os serviços de emergência do país. Os ataques, realizados no final de terça-feira, atingiram uma multidão presente na cidade de Mafa, a cerca de 50 quilómetros da capital do estado de Borno, Maiduguri. "As bombistas mataram três pessoas e feriram outras oito", afirmou o responsável para a segurança da Agência Estatal de Gestão de Emergências (SEMA, na sigla inglesa), citado pela agência France-Presse. Segundo a mesma fonte, as agressoras entraram na cidade juntamente com um grupo de mulheres que tinham ido buscar lenha para cozinhar. O porta-voz do governo local, Adamu Mohammed, avançou com os mesmos números de vítimas e explicou que as bombistas esperaram até às 20:30 locais (mesma hora de Portugal continental) para efetuarem o ataque. O grupo islâmico Boko Haram tem recorrido com frequência a bombistas do género feminino para realizar ataques a mesquitas, mercados e paragens de autocarros. O último ataque suicida realizado pelo grupo data de junho, quando três explosões junto a um local onde várias pessoas assistiam a um jogo de futebol resultaram na morte de pelo menos 30 pessoas. O grupo Boko Haram foi criado em 2002, no nordeste da Nigéria, por Mohameh Yusuf, após o abandono do norte do país pelas autoridades nigerianas. Inicialmente, os seus ataques eram dirigidos à polícia nigeriana, uma vez que representava o Estado. No entanto, desde a morte de Yusuf, em 2009, o grupo passou a ter uma abordagem mais radical. Desde então, o Boko Haram matou mais de 20.000 pessoas e as suas ofensivas provocaram aproximadamente dois milhões de deslocados, de acordo com as Nações Unidas.