Autarca do Funchal critica Costa por não ter madeirenses no Governo

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, considera que a Madeira teria de ter representantes no Governo da República. “Não deixa de ser preocupante a Madeira não estar lá. Há um estudo feito que indica que a Madeira...

Autarca do Funchal critica Costa por não ter madeirenses no Governo
O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, considera que a Madeira teria de ter representantes no Governo da República. “Não deixa de ser preocupante a Madeira não estar lá. Há um estudo feito que indica que a Madeira é a região do país com menos representantes no poder executivo nacional, e isto é algo que nos leva a refletir. Nós temos capacidades mostradas em tantas áreas, e por isso mesmo, devíamos ter uma maior presença nos governos da república”, argumentou em declarações à TSF. Considera, aliás, que a Região poderia ter pelo menos duas secretarias de Estado. “Eu acho que deveríamos ter no mínimo duas secretarias de Estado. A Madeira deveria ter dois secretários de Estado. O das comunidades e o do Turismo. Essas duas secretarias acho que assentariam que nem uma luva a um representante madeirense”. O autarca rejeita, todavia, que este ‘esquecimento’ derive dos resultados eleitorais recentes. “Não acredito que seja um castigo de António Costa ao Cafofo, por não ter ganho as eleições. Acho que há a oportunidade de emendar a mão em breve prazo.” Miguel Silva Gouveia desconhece quais os motivos para Costa ter prescindido de representantes madeirenses, mas entende que não será por falta de qualidade. “Isto não acontece, não por falta de quadros com certeza, temos muitos quadros que inclusive estiveram presentes nos estados gerais e que puderam comprovar as suas ideias bastante vincadas para estes setores. Não conheço a forma como foram formulados os convites ou escolhidas as pessoas que estão propostas para estas pastas, mas acho que ficariam muito bem a madeirenses”. E reforça: “A Madeira enquanto região eminentemente turística tinha todas as condições para ter a secretaria de estado do turismo e as comunidades por razões obvias da nossa diáspora, sendo obviamente a maior comunidade portuguesa fora do país”.