Autor do ataque que feriu oito pessoas na Jordânia pode ser acusado de terrorismo

O autor do ataque de quarta-feira que feriu oito pessoas, incluindo turistas, na Jordânia, deve comparecer em breve no tribunal e pode ser acusado de terrorismo, anunciou hoje uma fonte de segurança. O jordano de origem palestiniana e residente...

Autor do ataque que feriu oito pessoas na Jordânia pode ser acusado de terrorismo
O autor do ataque de quarta-feira que feriu oito pessoas, incluindo turistas, na Jordânia, deve comparecer em breve no tribunal e pode ser acusado de terrorismo, anunciou hoje uma fonte de segurança. O jordano de origem palestiniana e residente no campo de refugiados palestinianos em Souf (norte), Moustafa Abourouis, de 22 anos, feriu com uma faca quatro jordanos e quatro turistas, três mexicanos e uma suíça, em Jerash, famoso sítio arqueológico no norte da Jordânia. Moustafa Abourouis foi imediatamente detido, após o ataque e o seu motivo permanece desconhecido. "A investigação continua" e o atacante "deve ser apresentado ao procurador-geral do tribunal de Segurança do Estado dentro de alguns dias para ser interrogado e responder a uma acusação relacionada ao terrorismo", indicou a fonte de serviços de segurança à agência de notícias France-Presse. "Este é um ato individual de acordo com os primeiros resultados da investigação", acrescentou. O campo de Souf está localizado não muito longe do sítio arqueológico de Jerash, cerca de cinquenta quilómetros ao norte de Amã, capital da Jordânia. Na quinta-feira, o embaixador da Suíça em Amã indicou que a mulher suíça estava a recuperar dos seus ferimentos e encontrava-se estável. A turista suíça poderá regressar ao país "dentro de alguns dias", acrescentou o embaixador citado pela agência oficial da Jordânia, Petra. Depois de visitar os mexicanos feridos no hospital público de Jerash, o embaixador mexicano, Roberto Rodriguez, disse que os turistas se encontravam estáveis, segundo a Petra. Esta não é a primeira vez que atrações turísticas são alvo de ataques na Jordânia. Em dezembro de 2016, outro local turístico, Karak, a 120 quilómetros ao sul de Amã, foi palco de um ataque que deixou 10 mortos - sete policiais, dois civis jordanos e um turista canadiano – e trinta feridos. O ataque foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI). Dez pessoas foram condenadas e as sentenças variaram entre três anos de prisão e a pena de morte.