BE quer portos e Zona Franca sob gestão pública

Para Paulino Ascenção, o porto de mercadorias e a zona franca, "infraestruturas fundamentais", "servem os interesses dos grupos concessionarios e não o interesse público" porque se encontram nas mãos de privados. "A concessão dos portos dura...

BE quer portos e Zona Franca sob gestão pública
Para Paulino Ascenção, o porto de mercadorias e a zona franca, "infraestruturas fundamentais", "servem os interesses dos grupos concessionarios e não o interesse público" porque se encontram nas mãos de privados. "A concessão dos portos dura há 27 anos sem contrapartidas financeiras para a Região",  defendeu, hoje, numa iniciativa que decorreu no porto do Caniçal e que serviu para "desafiar" o PS a acompanhar a situação. Paulino Ascenção transmitiu que a concessão "permitiu ao Grupo Sousa afastar a concorrência no transporte marítimo e a tornar-se monopolista, o que encarece a visa de todos os madeirenses".  O líder do BE/M acrescentou ainda que "a gestão do CINM já rendeu 50 milhões ao Grupo Pestana sem que se perceba qual o contributo desse grupo que justifique esse enorme proveito". Paulino Ascenção diz que "há duas situações escandalosas de privilégio de dois grupos que devem acabar" e refere que "o PSD foi quem criou estes privilégios". "Do CDS não esperamos nada, excepto encostar-se ao poder para repartir as predendas e os favores dos poderosos", atirou, dirigindo-se ainda ao PS que "faz um discurso de mudança" e "diz que não está comprometido com grupos económicos". O BE desafia, desta forma, o partido socialista a !dar conteúdo concreto à proposta de mudança, a acompanhar estas propostas de acabar com as situações de favor e defender o interesse público, para que os portos e a zona franca sirvam o bem de todos e não para enriquecer só alguns".