BE sublinha que "a saúde não é negócio"

O Bloco de Esquerda foi esta manhã junto do hospital Dr. Nélio Mendonça, defender a extinção da empresa pública SESARAM e a reintegração do pessoal e equipamentos na Administração Pública, porque "a saúde não é negócio" e "o hospital não deve...

BE sublinha que "a saúde não é negócio"
O Bloco de Esquerda foi esta manhã junto do hospital Dr. Nélio Mendonça, defender a extinção da empresa pública SESARAM e a reintegração do pessoal e equipamentos na Administração Pública, porque "a saúde não é negócio" e "o hospital não deve ser uma empresa" Paulino Ascenção foi o porta-voz da iniciativa. "Para que serviu esta transformação em empresa é a primeira pergunta que devemos fazer", começou por afirmar, defendendo que "serviu para pagar ordenados mais baixos quer aos profissionais de saúde quer ao pessoal administrativo e auxiliar". "Para as novas admissões ficarem fora do regime da função pública, passamos a ter enfermeiros com a mesma formação e na mesma equipa e com algumas centenas de Euros de diferença no ordenado por uns estarem no regime da Função Pública e outros com contrato individual de trabalho", prosseguiu, dizendo ainda que, na sua opinião, "serviu para ser fácil despedir trabalhadores, para manter em contratos a prazo e noutras formas mais precárias, os trabalhadores por vários anos, para ser mais fácil certos negócios com os fornecedores privados e para pagar remunerações mais altas aos membros da administração". "Foi mais um passo na estratégia de entregar aos privados os negócios apetecíveis na saúde. Não resultou melhoria dos cuidados de saúde por via da transformação em empresa, pelo contrário, o que todos podemos constatar é a degradação progressiva das instalações, o aumento das listas de espera e o descontentamento dos profissionais.  A integração na Administração Pública vai dar mais segurança aos profissionais, mais estabilidade nas suas vidas e maior disponibilidade para fazerem o que deles é esperado – prestar cuidados aos utentes", acrescentou. Para Paulino Ascenção, "esta lógica da empresarialização, de subcontratar aos privados e entregar às IPSS porque conseguem fazer mais barato é perversa, pois o "barato" é conseguido à custa de salários mais baixos e de maior exploração sobre quem trabalha, portanto a lógica da empresarialização é a logica do empobrecimento da maioria e da concentração da riqueza em alguns."