Bispo do Funchal admite que regionalização pode ser “oportunidade” para o continente

O bispo do Funchal admitiu neste sábado que a regionalização pode ser uma “oportunidade” para o continente, depois de ter visto o “conjunto de benfeitorias, que de outra forma seria sempre difícil”, que a regionalização permitiu na Madeira....

Bispo do Funchal admite que regionalização pode ser “oportunidade” para o continente
O bispo do Funchal admitiu neste sábado que a regionalização pode ser uma “oportunidade” para o continente, depois de ter visto o “conjunto de benfeitorias, que de outra forma seria sempre difícil”, que a regionalização permitiu na Madeira. “Eu fui decididamente contrário à regionalização, quando foi o referendo. Neste momento interrogo-me se a regionalização não seria a oportunidade que as regiões do interior do continente poderiam agarrar para um desenvolvimento e para a resolução de problemas que objetivamente têm”, disse o bispo Nuno Brás em entrevista à agência católica Ecclesia. Nesta entrevista, divulgada a propósito do primeiro aniversário sobre a sua nomeação para a diocese do Funchal, Nuno Brás disse que a regionalização “foi a forma que os madeirenses encontraram para reivindicar diante do Governo nacional um aumento do seu nível de vida, um conjunto de benfeitorias que de outra forma seria sempre difícil” alcançar. “A regionalização, no caso concreto da Madeira, fez com que houvesse desenvolvimento, melhoria de vida, com que os madeirenses tomassem consciência da sua própria identidade – com algum orgulho, devo dizer – da sua especificidade e daquilo que eles podem dar ao todo de Portugal”, acrescentou à agência Ecclesia. O bispo do Funchal aproveitou a ocasião para anunciar que a diocese do Funchal tem em preparação um projeto para acolher as pessoas em situação de sem-abrigo, em parceria com os Irmãos de São João de Deus e a Câmara Municipal do Funchal. Outro projeto que Nuno Brás pretende ver concretizado é o lançamento de um semanário diocesano. Segundo o bispo, é necessário fazer chegar as notícias eclesiais a quem não tem acesso à internet e apostar também na informação aos turistas que visitam as ilhas da Madeira e Porto Santo.