Bolsonaro duvida do número de mortes registado em São Paulo e Itália

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, diz desconfiar do número de mortes e infeções pelo novo coronavírus em São Paulo e em Itália, conforme avançou o 'Notícias ao Minuto'. "Está muito grande [número de vítimas] para São Paulo. Temos de ver o que está a acontecer aí. Não pode ser um jogo de números para favorecer interesse político. (...) Não estou a acreditar nesses números", afirmou o presidente brasileiro, numa entrevista telefónica ao canal televisivo Bandeirantes.   Recorde-se que São Paulo, densamente populacional, regista 68 mortos e 1.223 infetados, segundo dados do Ministério da Saúde.  "Procurem saber, por estado, quantos morreram por H1N1 [gripe suína] até ao momento. Não é que eu queira que tenham morrido, mas no passado foram 700 pessoas, mais ou menos. Alguém teve de morrer este ano dessa doença. Se toda a gente morrer com coronavírus, é sinal de que o estado está a fraudar as causas de morte, querendo fazer uso político de números. Isso não podemos admitir", acrescentou o chefe de Estado do Brasil. A dúvida nos números, em São Paulo, surgem após uma intensa disputa entre Jair Bolsonaro e o governador daquele estado, João Doria, que têm apresentado diferentes posições no que diz respeito às medidas de isolamento. João Doria acusa Jair Bolsonaro de desvalorizar a pandemia de Covid-19 e de "desprezar vidas". "O Brasil não pode parar para lamentar a irresponsabilidade de alguns que preferem desprezar vidas. Mais de 50 países estão em quarentena. É a pior crise de saúde no mundo. Quase metade da população do planeta está em casa. O mundo inteiro está errado? E o Presidente Jair Bolsonaro é quem está certo?", deixou no ar o governador do estado de São Paulo.

Bolsonaro duvida do número de mortes registado em São Paulo e Itália
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, diz desconfiar do número de mortes e infeções pelo novo coronavírus em São Paulo e em Itália, conforme avançou o 'Notícias ao Minuto'. "Está muito grande [número de vítimas] para São Paulo. Temos de ver o que está a acontecer aí. Não pode ser um jogo de números para favorecer interesse político. (...) Não estou a acreditar nesses números", afirmou o presidente brasileiro, numa entrevista telefónica ao canal televisivo Bandeirantes.   Recorde-se que São Paulo, densamente populacional, regista 68 mortos e 1.223 infetados, segundo dados do Ministério da Saúde.  "Procurem saber, por estado, quantos morreram por H1N1 [gripe suína] até ao momento. Não é que eu queira que tenham morrido, mas no passado foram 700 pessoas, mais ou menos. Alguém teve de morrer este ano dessa doença. Se toda a gente morrer com coronavírus, é sinal de que o estado está a fraudar as causas de morte, querendo fazer uso político de números. Isso não podemos admitir", acrescentou o chefe de Estado do Brasil. A dúvida nos números, em São Paulo, surgem após uma intensa disputa entre Jair Bolsonaro e o governador daquele estado, João Doria, que têm apresentado diferentes posições no que diz respeito às medidas de isolamento. João Doria acusa Jair Bolsonaro de desvalorizar a pandemia de Covid-19 e de "desprezar vidas". "O Brasil não pode parar para lamentar a irresponsabilidade de alguns que preferem desprezar vidas. Mais de 50 países estão em quarentena. É a pior crise de saúde no mundo. Quase metade da população do planeta está em casa. O mundo inteiro está errado? E o Presidente Jair Bolsonaro é quem está certo?", deixou no ar o governador do estado de São Paulo.