Brasil/Eleições: Livre fala em “brecha de esperança para derrotar bolsonarismo”

O Livre considerou hoje que os resultados da primeira volta das eleições presidenciais no Brasil representam “uma brecha de esperança para derrotar o bolsonarismo” e que “a vitória do campo democrático é provável e crucial”. Numa nota enviada às redações, os dirigentes do Livre salientam que, depois dos resultados da primeira volta das presidenciais brasileiras, que deram uma vitória a Lula da Silva, “restam quatro semanas para consolidar a distância e convencer o povo brasileiro de que a esperança e progresso que a candidatura de Lula promete são o caminho para mais justiça social e ambiental”. “Se, por um lado, um presidente em reeleição [Jair Bolsonaro, atual chefe de Estado do Brasil] é sempre forte e o bolsonarismo não se apaga facilmente, a vitória do campo democrático é provável e crucial”, consideram. No texto é realçado que “em todos os países onde o autoritarismo de extrema-direita triunfou ele libertou demónios difíceis de voltar a pôr dentro da garrafa” e que o Brasil “tem agora a oportunidade de derrotar o líder dessas tendências, rejeitando o populismo refém de um passado que nunca existiu e que apenas tem para oferecer desconfiança, desunião e isolamento”. O partido, representado na Assembleia da República pelo deputado único Rui Tavares, sublinha que “numas eleições que são essenciais para os Direitos Humanos, a democracia e o ambiente no Brasil, uma estratégia de convergência e frente republicana face à ameaça da extrema-direita é a que melhor garante a vitória de forças democráticas”. “No entanto, esta estratégia já não conseguirá impedir o partido de Bolsonaro e os seus aliados de se tornar a maior bancada do Senado, o que irá garantir a continuidade da influência política da extrema-direita na política brasileira”, lamentam. Os dirigentes do Livre terminam a nota com uma palavra de solidariedade para com os cidadãos brasileiros. “O Livre demonstra a sua solidariedade com a luta de todos os cidadãos brasileiros que defendem o progresso e o internacionalismo para o Brasil – que possam ser uma inspiração para a esquerda em todo o mundo, e que o próximo dia 30 de outubro seja um dia de festa para a democracia”, rematam. De acordo com os dados oficiais, Lula da Silva obteve 47,85% dos votos na primeira volta enquanto Jair Bolsonaro, o Presidente em exercício, teve 43,70%, quando estão contabilizadas 96,93% das secções eleitorais. Com estes resultados, será necessária uma segunda volta, marcada para 30 de outubro. Mais de 156 milhões de eleitores brasileiros foram no domingo chamados às secções de voto até às 17:00 de Brasília (21:00 em Lisboa), nas 577.125 urnas eletrónicas espalhadas por 5.570 cidades do país. Às presidenciais brasileiras concorreram 11 candidatos: Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, Simone Tebet, Luís Felipe D'Ávila, Soraya Tronicke, Eymael, Padre Kelmon, Leonardo Pericles, Sofia Manzano e Vera Lúcia.

Brasil/Eleições: Livre fala em “brecha de esperança para derrotar bolsonarismo”
O Livre considerou hoje que os resultados da primeira volta das eleições presidenciais no Brasil representam “uma brecha de esperança para derrotar o bolsonarismo” e que “a vitória do campo democrático é provável e crucial”. Numa nota enviada às redações, os dirigentes do Livre salientam que, depois dos resultados da primeira volta das presidenciais brasileiras, que deram uma vitória a Lula da Silva, “restam quatro semanas para consolidar a distância e convencer o povo brasileiro de que a esperança e progresso que a candidatura de Lula promete são o caminho para mais justiça social e ambiental”. “Se, por um lado, um presidente em reeleição [Jair Bolsonaro, atual chefe de Estado do Brasil] é sempre forte e o bolsonarismo não se apaga facilmente, a vitória do campo democrático é provável e crucial”, consideram. No texto é realçado que “em todos os países onde o autoritarismo de extrema-direita triunfou ele libertou demónios difíceis de voltar a pôr dentro da garrafa” e que o Brasil “tem agora a oportunidade de derrotar o líder dessas tendências, rejeitando o populismo refém de um passado que nunca existiu e que apenas tem para oferecer desconfiança, desunião e isolamento”. O partido, representado na Assembleia da República pelo deputado único Rui Tavares, sublinha que “numas eleições que são essenciais para os Direitos Humanos, a democracia e o ambiente no Brasil, uma estratégia de convergência e frente republicana face à ameaça da extrema-direita é a que melhor garante a vitória de forças democráticas”. “No entanto, esta estratégia já não conseguirá impedir o partido de Bolsonaro e os seus aliados de se tornar a maior bancada do Senado, o que irá garantir a continuidade da influência política da extrema-direita na política brasileira”, lamentam. Os dirigentes do Livre terminam a nota com uma palavra de solidariedade para com os cidadãos brasileiros. “O Livre demonstra a sua solidariedade com a luta de todos os cidadãos brasileiros que defendem o progresso e o internacionalismo para o Brasil – que possam ser uma inspiração para a esquerda em todo o mundo, e que o próximo dia 30 de outubro seja um dia de festa para a democracia”, rematam. De acordo com os dados oficiais, Lula da Silva obteve 47,85% dos votos na primeira volta enquanto Jair Bolsonaro, o Presidente em exercício, teve 43,70%, quando estão contabilizadas 96,93% das secções eleitorais. Com estes resultados, será necessária uma segunda volta, marcada para 30 de outubro. Mais de 156 milhões de eleitores brasileiros foram no domingo chamados às secções de voto até às 17:00 de Brasília (21:00 em Lisboa), nas 577.125 urnas eletrónicas espalhadas por 5.570 cidades do país. Às presidenciais brasileiras concorreram 11 candidatos: Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, Simone Tebet, Luís Felipe D'Ávila, Soraya Tronicke, Eymael, Padre Kelmon, Leonardo Pericles, Sofia Manzano e Vera Lúcia.