Calado espera que a República entenda que a Madeira "não é o inimigo publico"

'Oportunidades de apoio ao investimento', este o tema da primeira mesa redonda do II Encontro Intercalar da Dáspora, o qual está a acontecer, desde as 9h30 da manhã, no hotel Savoy Palace, no Funchal. Integram esta mesa redonda o vice-presidente...

Calado espera que a República entenda que a Madeira "não é o inimigo publico"
'Oportunidades de apoio ao investimento', este o tema da primeira mesa redonda do II Encontro Intercalar da Dáspora, o qual está a acontecer, desde as 9h30 da manhã, no hotel Savoy Palace, no Funchal. Integram esta mesa redonda o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, os secretários de Estado dos Assuntos Fiscais e da Economia, António Mendonça Mendes e João Neves, respetivamente, o presidente da ACIF, Jorge Veiga França e ainda o presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, Filipe Teixeira. Questionado sobre o motivo que os principais investidores devem escolher a Madeira, o vice-presidente do Governo Regional começou por falar do vídeo promocional lançado hoje e adiantar que falar da economia regional sem apontar os emigrantes, não era possível. Referindo que a Madeira desenvolveu-se muito após a adesão à UE, Pedro Calado adiantou, contudo, que muito antes, já se dava alguns passos para fazer crescer a Madeira. Passos esses que foram dados por pessoas que saíram da Região e que mandavam cheques que ajudaram a transformar a Região numa das mais ricas do país. "Não tínhamos estradas. Não tínhamos infraestruturas nenhumas. Não tínhamos escolas. Não tínhamos pavilhões. Em quarenta anos, com acesso a fundos comunitários e a ajuda dos emigrantes, conseguimos transformar a Madeira naquilo que ela é hoje", adiantou o vice-presidente do Governo Regional, o qual adiantou que, se há cinco anos, alguém perguntasse se era possível a Região estar na fase de crescimento que temos hoje, ninguém acreditaria. "Estamos a criar uma região desenvolvida, capaz de atrair investimento estrangeiro, investimento dos nossos conterrâneos, estamos a conseguir atrair investimentos, estamos a reduzir a nossa dívida pública. A comunicação social agoirenta nunca se refere à redução da dívida pública", afirmou o presidente do Governo Regional, o qual considerou que a Madeira necessita do investimento público. Este foi retomado. Foi reduzida a taxa de desemprego para 7 por cento. "Estamos a desenvolver a Região em termos tecnológicos. E o futuro da Região passa muito pelas tecnologias", disse, apontando o exemplo do cabo submarino que vai ligar a Madeira a todo o Mundo. Pedro Calado lembrou que grande parte dos jovens da UMa que se iniciam nas área das tecnologias, têm trabalho garantido. O vice-presidente do Governo Regional adiantou que está a ser feito um trabalho no sentido de dotar a Região de um sistema fiscal próprio. "Não queremos ser nem melhores, nem piores. Somos diferentes. E o facto não significa que queiramos estar acima de alguém. Mas temos especificidades. Espero que a República entenda, de uma vez por todas, que não somos o inimigo público", adiantou o governante madeirense. Pedro Calado está convencido de que, de mãos dadas, "podemos fazer mais e melhor".