Carlos Pereira defende consensos regionais para uma autonomia plena

O cabeça-de-lista do PS/Madeira às Eleições Legislativas Nacionais defendeu, hoje, que sejam criados consensos regionais para os dossiers da Região a defender na Assembleia da República. Carlos Pereira, que discursava na apresentação pública...

Carlos Pereira defende consensos regionais para uma autonomia plena
O cabeça-de-lista do PS/Madeira às Eleições Legislativas Nacionais defendeu, hoje, que sejam criados consensos regionais para os dossiers da Região a defender na Assembleia da República. Carlos Pereira, que discursava na apresentação pública da lista do PS pelo círculo da Madeira às eleições de 6 de outubro, sustentou que é preciso caminhar para uma autonomia plena, considerando que o “cliché” da autonomia de combate, que termina normalmente na extinção do cargo de representante da República, está esgotado. E, nesse sentido, considerou que é preciso uma agenda com objetivos e uma estratégia para se alcançar uma autonomia plena, que não se conquista com “o estalar de dedos”. A seu ver, “se queremos criar uma autonomia plena, temos de gerar consensos regionais”. Se não os houver, “vamos perder em Lisboa”. Carlos Pereira apontou quatro objetivos a curto prazo, nomeadamente o aumento do financiamento da economia regional, de modo a que a Região tenha “fundos proporcionais à nossa riqueza e às nossas condições económicas”, a defesa do Centro Internacional de Negócios, sustentando que o Governo da República deve compreender a importância do CINM como um instrumento de desenvolvimento económico do país, a atualização do Estatuto Político e Administrativo da Região, que está “atrasadíssimo e anacrónico”, e, por fim, a continuidade territorial, “que deve ser resolvida de uma vez por todas”. Sobre este último ponto, o candidato pronunciou-se sobre o modelo de subsídio de mobilidade. “Temos um processo liberalizado sem serviço público e sem concorrência”, o que tem prejudicado os madeirenses e portossantenses. Considerando que “temos o melhor de dois mundos”, Carlos Pereira reforçou que “mais uma vez, temos de ter um consenso regional nesta matéria que é bastante complexa”. Já Emanuel Câmara, líder do PS/Madeira, sublinhou que a lista agora apresentada representa vários setores da Região, bem como todos os concelhos, garantindo ainda que a candidatura é de união. Salientando que não fez coligações com partidos, o socialista disse que a coligação do PS é com a sociedade civil para a conquista da alternância política na Região. Disse anda que o PS tem trabalhado como as formigas, alertando para o surgimento de “cigarras”. “Temos de tomar cuidado com as cigarras. Como temos muitas formiguinhas a trabalhar, estão a surgir cada vez mais cigarras”, acrescentou, prometendo que o trabalho que está a ser feito pelo PS é para mudar a Madeira e melhorar a vida dos madeirenses. Apresentando cada um dos 12 elementos (seis efetivos e seis suplentes) da lista candidata à Assembleia da República, Emanuel Câmara fez questão de enaltecer o percurso político de Olavo Câmara, o número dois da lista. Com três mandatos na JS e trabalho em prol da juventude, Emanuel Câmara sublinhou que Olavo Câmara está na lista pelo seu percurso e não por ser seu filho. “Não vale a pena denegrir. O Olavo fez um percurso próprio e não pode ser posta em causa a sua capacidade”.