CDS volta a pedir fim das maiorias absolutas

O cabeça de lista do CDS-PP às legislativas da Madeira, Rui Barreto, voltou hoje a pedir o fim das maiorias absolutas e criticou quem quer transformar as eleições regionais num “joguinho entre PS e PSD”. “Parto para eleições no mesmo patamar...

CDS volta a pedir fim das maiorias absolutas
O cabeça de lista do CDS-PP às legislativas da Madeira, Rui Barreto, voltou hoje a pedir o fim das maiorias absolutas e criticou quem quer transformar as eleições regionais num “joguinho entre PS e PSD”. “Parto para eleições no mesmo patamar em que está o dr. Miguel Albuquerque, que considero de um governo que foi uma desilusão, e o dr. Paulo Cafôfo, que eu considero que é uma ilusão”, frisou o candidato. “O CDS nem é uma desilusão nem uma ilusão. É uma mudança segura. Por isso, estou empenhado em que os madeirenses deem força ao CDS”, acrescentou. Rui Barreto falava aos jornalistas no âmbito de uma ação de campanha que hoje decorreu no concelho da Ribeira Brava, onde esteve a fazer uma visita e a contactar com as pessoas. O candidato disse ainda que “o CDS está todos os dias a crescer” e “todos os dias há pessoas a dizer ‘eu acredito no CDS’”. Aproveitou o contacto com os madeirenses para pedir uma mudança no Governo Regional porque a Madeira está “há 42 anos com maiorias absolutas” e as “maiorias absolutas cristalizam-se, solidificam-se, mantém os mesmos interesses, mantém-se os mesmos vícios e não interessam à generalidade da população”. Rui Barreto defendeu ainda que não se pode “deixar que o Sistema Regional de Saúde se degrade como se tem vindo a degradar”, porque “está pior hoje do que estava há quatro anos”. Defendeu ainda uma aposta na valorização da agricultura e dos produtos regionais e na captação, conservação e manutenção da água. “Só se pensa em grande e pensa-se sempre nos mesmos. O CDS vem para criar um equilíbrio e vem para transformar positivamente a Madeira”, afirmou. O candidato reafirmou que não vai para o Governo Regional “a qualquer custo e a qualquer preço” e frisou que o programa eleitoral do CDS “é um guião, mas também é um caderno de encargos”. O cabeça de lista disse ser “indiferente” falar agora de coligações, já que importante é o “CDS tenha a máxima força, tenha mais deputados, para ser mais influente”. Sublinhando que “nunca se substitui ao povo” e que o “povo é que vai decidir quem fica em 1.º, quem fica em 2.º e quem fica em 3.º”, o candidato disse que “não vai, a quatro dia das eleições, dizer o que é que vai fazer quando o povo ainda não falou”.