CMF investe 4 milhões/ ano nos Sapadores "sem taxas ou contribuições"

O presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) anunciou hoje que vai ser aberto concurso para todos os bombeiros que tenham concluído os cursos de promoção com aproveitamento, porque a Autarquia "está ciente de que a carreira tem de ser...

CMF investe 4 milhões/ ano nos Sapadores
O presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) anunciou hoje que vai ser aberto concurso para todos os bombeiros que tenham concluído os cursos de promoção com aproveitamento, porque a Autarquia "está ciente de que a carreira tem de ser valorizada e tem de se adequar às exigências operacionais e organizativas do maior Corpo de Bombeiros da Região". Miguel Silva Gouveia falava na cerimónia do 131º aniversário dos Bombeiros Sapadores do Funchal, a qual decorreu na Praça do Município. Na oportunidade, o edil lembrou que, em 2016, foi aprovada a passagem dos Bombeiros Municipais a Sapadores, cumprindo-se com essa reivindicação histórica. Neste mês, os mesmos receberão como sapadores, conforme garantiu ainda o edil. Na sua intervenção, Miguel Silva Gouveia disse que este é um propósito político ao qual a Câmara tem se dedicado com todos os meios ao seu alcance, sendo importante ter presente que os custos anuais operacionais dos Bombeiros Sapadores do Funchal ascendem a 4 milhões de euros, por oposição a cerca de 130 mil euros de receitas anuais. Ou seja, ter os bombeiros em pleno funcionamento é um investimento suportado "merecidamente, mas exclusivamente pelos impostos dos funchalenses e pelo Orçamento Municipal, todos os anos, sem taxas municipais de proteção civil, nem qualquer outro tipo de contribuição com vista a sustentar os encargos que a cidade tem com a segurança". "Este é um caminho que não se fez da politiquice que tantos outros atores tentaram introduzir em jogo ao longo dos últimos anos, fez-se de política séria, responsável e atuante, política com resultados e de olhos nos olhos", lançou Miguel Silva Gouveia, afirmando que só esta Câmara conseguiu cumprir uma lista longa de necessidades. "Foi com este Executvio que conseguimos ultrapassar um obstáculo histórico que era voltar a contratar bombeiros quase duas décadas depois", afirmou. Miguel Silva Gouveia adiantou que para este projeto e para todos os decisores políticos que o sustentam, os bombeiros "são e continuarão a ser uma prioridade".