CMF revoga plano de gestão territorial da zona do Amparo

A Câmara Municipal do Funchal( CMF) aprovou hoje, naquela que foi a última reunião do ano, a revogação do contrato que existia com um empreendedor imobiliário para que fosse este a desenvolver o instrumento de gestão territorial na zona do...

CMF  revoga plano de gestão territorial da zona do Amparo
A Câmara Municipal do Funchal( CMF) aprovou hoje, naquela que foi a última reunião do ano, a revogação do contrato que existia com um empreendedor imobiliário para que fosse este a desenvolver o instrumento de gestão territorial na zona do Amparo. Uma posição que mereceu a abstenção do PSD e a não participação do CDS. Sobre esta revogação, Miguel Silva Gouveia explicou aos jornalistas que passa, agora, a Câmara, a assumir o 'desenho' daquele território, o qual permitirá oferecer à cidade onze mil metros quadrados de domínio público.  O presidente da Autarquia, que foi quem falou à comunicação social, disse que a Câmara inverteu o papel sendo ela, em vez do promotor, os índices de construção. "A Câmara é que definirá, naquele espaço, o que é que deve existir, em termos de espaços verdes, em termos de índice de construção. Será a Câmara a desenhar, permitindo construção mas em harmonia com os lotes limítrofes", afirmou Miguel Silva Gouveia. Rubina Leal, do PSD, disse que há projetos na área do urbanismo constantemente atrasados. "Verificamos que todos os promotores aguardam, há mais de dois anos, pela aprovação dos projetos", referiu, sobre este assunto, Rubina Leal. Quanto o regulamento de estacionamento da cidade, os sociais-democratas entendem que é preciso repensar várias questões, olhando, por exemplo, para o comércio local. Ana Rita Gonçalves, do CDS, falou apenas do primeiro ponto e referiu, a este propósito, que não esteve presente na disucssão do plano urbanísitco do Amparo por entender que pode estar na presença de um eventual conflito de interesses (trabalha numa empresa ligada ao ramo). Na reunião de hoje e ainda segundo Miguel Silva Gouveia,  também aprovado, para levar a consulta pública, o regulamento de estacionamento à superfície da cidade do Funchal. Há 20 anos que o regulamento carecia de uma adequação à nova realidade e foi feita a alteração do mesmo, a qual permitirá prever o pagamento com meios eletrónicos, assim como campanhas de apoio ao comércio tradicional, com descontos no estacionamento.  O regulamento estará em consulta pública nos próximos 20 dias, sendo que alguns parceiros serão convidados a participar, como é o exemplo da Polícia de Segurança Pública. A Autarquia funchalense deliberou ainda um apoio de 45 mil euros em apoios financeiros, quer para entidades de cariz cultural, quer para atividades desportivas.