Covid-19: África do Sul com discrepâncias entre mortes da pandemia e de causas naturais

O Conselho Sul-Africano de Investigação Médica identificou uma “discrepância” entre as mortes confirmadas de covid-19 do país e o número de mortes em excesso por causas naturais. O novo relatório mostra mais de 17.000 mortes em excesso entre 06 de maio e 14 de julho, em comparação com os dados dos últimos dois anos. De acordo com o relatório, “nas últimas semanas os números têm mostrado um aumento elevado - na segunda semana de julho, houve 59% mais mortes por causas naturais do que seria de esperar com base nos dados históricos”. A África do Sul relatou, até ao momento, 5.940 mortes de covid-19. A presidente do Conselho, Glenda Gray, diz que o excesso de mortes poderia ser atribuído à covid-19, bem como a outras doenças generalizadas, como o VIH e a tuberculose, cujos tratamentos podem estar a ser afetados, à medida que os recursos são direcionados para a pandemia. E alguns sul-africanos podem ter-se afastado completamente das instalações das unidades de saúde, por receio de contraírem o novo coronavírus. A África do Sul é um dos cinco principais países do mundo em número de casos de covid-19 relatados e tem mais da metade dos casos no continente africano, com 394.948. A pandemia de covid-19 já provocou mais de 617.500 mortos e infetou mais de 15 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Covid-19: África do Sul com discrepâncias entre mortes da pandemia e de causas naturais
O Conselho Sul-Africano de Investigação Médica identificou uma “discrepância” entre as mortes confirmadas de covid-19 do país e o número de mortes em excesso por causas naturais. O novo relatório mostra mais de 17.000 mortes em excesso entre 06 de maio e 14 de julho, em comparação com os dados dos últimos dois anos. De acordo com o relatório, “nas últimas semanas os números têm mostrado um aumento elevado - na segunda semana de julho, houve 59% mais mortes por causas naturais do que seria de esperar com base nos dados históricos”. A África do Sul relatou, até ao momento, 5.940 mortes de covid-19. A presidente do Conselho, Glenda Gray, diz que o excesso de mortes poderia ser atribuído à covid-19, bem como a outras doenças generalizadas, como o VIH e a tuberculose, cujos tratamentos podem estar a ser afetados, à medida que os recursos são direcionados para a pandemia. E alguns sul-africanos podem ter-se afastado completamente das instalações das unidades de saúde, por receio de contraírem o novo coronavírus. A África do Sul é um dos cinco principais países do mundo em número de casos de covid-19 relatados e tem mais da metade dos casos no continente africano, com 394.948. A pandemia de covid-19 já provocou mais de 617.500 mortos e infetou mais de 15 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.