Covid-19: Investigadores criam modelo de previsão de risco de contágio para cada concelho

Investigadores portugueses e espanhóis criaram um modelo de previsão de risco de contágio comunitário pelo novo coronavírus baseado em dados duma operadora de telemóveis sobre as deslocações de pessoas entre concelhos. Investigadores portugueses e espanhóis criaram um modelo de previsão de risco de contágio comunitário pelo novo coronavírus baseado em dados duma operadora de telemóveis sobre as deslocações de pessoas entre concelhos. O investigador Nuno Araújo, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, disse à agência Lusa que o modelo “permite olhar para a distribuição geográfica [dos casos] e o papel que desempenham” na previsão de risco de contágio. A equipa do Centro de Física Teórica e Computacional e os seus colegas das universidades espanholas de Saragoça e Rovira i Virgili, de Tarragona, usaram dados da NOS SGPS sobre os padrões de mobilidade entre concelhos dos utilizadores de telemóveis. “Não temos dados sobre as pessoas, temos apenas sobre o número de pessoas que vão de concelho para concelho” baseadas na ativação de antenas de telemóvel registada regularmente. Atualmente, o modelo usa os dados de mobilidade registados em janeiro deste ano e cruza-os com o concelho de origem dos casos já registados em Portugal que os investigadores recolheram dos relatórios diários da Direção-Geral de Saúde e das informações divulgadas pelos meios de comunicação. Por enquanto, consegue-se apenas uma “imagem de baixa resolução”, mas que permite classificar cada concelho do continente com uma probabilidade de haver pessoas infetadas. Para aperfeiçoar o modelo de previsão, os investigadores esperam por dados concretos das autoridades de saúde sobre o concelho de origem de cada um dos casos registados em Portugal e dados sobre a mobilidade dos utilizadores de telemóvel atualizados, uma vez que a imposição do estado de emergência veio reduzir a mobilidade dos portugueses. “Pretendemos ter um instrumento de auxílio à decisão. Não serve para as pessoas irem satisfazer a curiosidade sobre o seu concelho ou ficarem assustadas”, salientou. O modelo, que carece de aperfeiçoamento, poderá ajudar a “estimar as necessidades de apoio locais, bem como avaliar a eficiência de cordões sanitários ou outras medidas de contenção local”, sugeriu. Na página de internet do projeto, disponibilizam-se modelos para Portugal, Espanha e Brasil.

Covid-19: Investigadores criam modelo de previsão de risco de contágio para cada concelho
Investigadores portugueses e espanhóis criaram um modelo de previsão de risco de contágio comunitário pelo novo coronavírus baseado em dados duma operadora de telemóveis sobre as deslocações de pessoas entre concelhos. Investigadores portugueses e espanhóis criaram um modelo de previsão de risco de contágio comunitário pelo novo coronavírus baseado em dados duma operadora de telemóveis sobre as deslocações de pessoas entre concelhos. O investigador Nuno Araújo, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, disse à agência Lusa que o modelo “permite olhar para a distribuição geográfica [dos casos] e o papel que desempenham” na previsão de risco de contágio. A equipa do Centro de Física Teórica e Computacional e os seus colegas das universidades espanholas de Saragoça e Rovira i Virgili, de Tarragona, usaram dados da NOS SGPS sobre os padrões de mobilidade entre concelhos dos utilizadores de telemóveis. “Não temos dados sobre as pessoas, temos apenas sobre o número de pessoas que vão de concelho para concelho” baseadas na ativação de antenas de telemóvel registada regularmente. Atualmente, o modelo usa os dados de mobilidade registados em janeiro deste ano e cruza-os com o concelho de origem dos casos já registados em Portugal que os investigadores recolheram dos relatórios diários da Direção-Geral de Saúde e das informações divulgadas pelos meios de comunicação. Por enquanto, consegue-se apenas uma “imagem de baixa resolução”, mas que permite classificar cada concelho do continente com uma probabilidade de haver pessoas infetadas. Para aperfeiçoar o modelo de previsão, os investigadores esperam por dados concretos das autoridades de saúde sobre o concelho de origem de cada um dos casos registados em Portugal e dados sobre a mobilidade dos utilizadores de telemóvel atualizados, uma vez que a imposição do estado de emergência veio reduzir a mobilidade dos portugueses. “Pretendemos ter um instrumento de auxílio à decisão. Não serve para as pessoas irem satisfazer a curiosidade sobre o seu concelho ou ficarem assustadas”, salientou. O modelo, que carece de aperfeiçoamento, poderá ajudar a “estimar as necessidades de apoio locais, bem como avaliar a eficiência de cordões sanitários ou outras medidas de contenção local”, sugeriu. Na página de internet do projeto, disponibilizam-se modelos para Portugal, Espanha e Brasil.