Covid-19: Madeirense conta que em Abu Dhabi “parecia que não se passava nada”

O impacto do coronavírus está a chegar mais devagar a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, onde a madeirense Cristina Cabral vive há quase cinco anos. Personal trainer de profissão, contou ao JM que está em casa, de quarentena, há 12 dias e que foi ela quem decidiu cancelar os treinos com todas as suas clientes, por considerar que poderia estar a pôr em risco a sua saúde.   “Eu estou a dar treinos a três crianças, que já não estão a ir à escola há muito tempo e uma das crianças estava constipada e espirrou para o ar, sem qualquer cuidado. E isso fez-me cancelar os treinos. Se eles não estão preocupados, eu estou”, confessou. Apesar da barreira linguística, tem noção que o Governo “tomou as medidas muito cedo”, mas acredita que a população não se apercebeu imediatamente da gravidade da situação. “Parei os treinos há 12 dias, mas sentia que o mundo estava todo preocupado e aqui não se passava nada”, sublinhou. “Uma das primeiras medidas foi fechar as escolas”, adiantou, numa decisão que já terá três a quatro semanas, e que começou a ser implementada no Dubai: “as medidas começam no Dubai e depois Abu Dhabi toma as mesmas medidas”, explicou. Bem menos turística que a maior cidade, o Dubai, e com menos estrangeiros, Cristina Cabral salientou que essa também poderá ter sido uma das razões para a maior tranquilidade inicial. “Eu vi no supermercado que tinham desinfetantes à entrada, para os clientes usarem, mas não vi ninguém a usar máscaras, no início”, mencionou. Na última semana a situação começou a mudar e há mais sensibilização, referiu, com a tomada de medidas mais pesadas pelo Governo. “Este fim de semana, iniciou um programa nacional de desinfeção e enviaram-me uma mensagem a avisar para que eu ficasse em casa entre as 20 horas e as 6 horas da manhã, para desinfetarem as ruas e estabelecimentos públicos”. Cristina Cabral apontou ainda que, antes de os centros comerciais fecharem, as autoridades locais “colocaram em todas as entradas uns aparelhos para medir a temperatura corporal”. Atualmente, a fiscalização é intensa nas ruas e a madeirense considera que “as pessoas estão mais cientes” e “todos têm de usar máscaras e respeitar as regras, sob pena de terem de pagar multas pesadas”. E com 468 casos confirmados, até ontem, em todos os Emirados Árabes Unidos, e duas mortes registadas, a nossa interlocutora continua em casa, mesmo sem receber qualquer apoio estatal.

Covid-19: Madeirense conta que em Abu Dhabi “parecia que não se passava nada”
O impacto do coronavírus está a chegar mais devagar a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, onde a madeirense Cristina Cabral vive há quase cinco anos. Personal trainer de profissão, contou ao JM que está em casa, de quarentena, há 12 dias e que foi ela quem decidiu cancelar os treinos com todas as suas clientes, por considerar que poderia estar a pôr em risco a sua saúde.   “Eu estou a dar treinos a três crianças, que já não estão a ir à escola há muito tempo e uma das crianças estava constipada e espirrou para o ar, sem qualquer cuidado. E isso fez-me cancelar os treinos. Se eles não estão preocupados, eu estou”, confessou. Apesar da barreira linguística, tem noção que o Governo “tomou as medidas muito cedo”, mas acredita que a população não se apercebeu imediatamente da gravidade da situação. “Parei os treinos há 12 dias, mas sentia que o mundo estava todo preocupado e aqui não se passava nada”, sublinhou. “Uma das primeiras medidas foi fechar as escolas”, adiantou, numa decisão que já terá três a quatro semanas, e que começou a ser implementada no Dubai: “as medidas começam no Dubai e depois Abu Dhabi toma as mesmas medidas”, explicou. Bem menos turística que a maior cidade, o Dubai, e com menos estrangeiros, Cristina Cabral salientou que essa também poderá ter sido uma das razões para a maior tranquilidade inicial. “Eu vi no supermercado que tinham desinfetantes à entrada, para os clientes usarem, mas não vi ninguém a usar máscaras, no início”, mencionou. Na última semana a situação começou a mudar e há mais sensibilização, referiu, com a tomada de medidas mais pesadas pelo Governo. “Este fim de semana, iniciou um programa nacional de desinfeção e enviaram-me uma mensagem a avisar para que eu ficasse em casa entre as 20 horas e as 6 horas da manhã, para desinfetarem as ruas e estabelecimentos públicos”. Cristina Cabral apontou ainda que, antes de os centros comerciais fecharem, as autoridades locais “colocaram em todas as entradas uns aparelhos para medir a temperatura corporal”. Atualmente, a fiscalização é intensa nas ruas e a madeirense considera que “as pessoas estão mais cientes” e “todos têm de usar máscaras e respeitar as regras, sob pena de terem de pagar multas pesadas”. E com 468 casos confirmados, até ontem, em todos os Emirados Árabes Unidos, e duas mortes registadas, a nossa interlocutora continua em casa, mesmo sem receber qualquer apoio estatal.