Covid-19: Ramaphosa anuncia novas restrições na África do Sul

A África do Sul encontra-se neste momento entre os dez primeiros países com o maior número de casos de Covid-19, atingido ontem as 276.242  infecções com um total de  4.079 óbitos.   O Chefe de Estado sul africano, Cyril Ramaphosa, dirigiu-se à nação sul africana para explicar e anunciar as razões de mais restrições de forma a mudar  o curso desta pandemia  com que  o país se confronta e que é a crise mais grave na história da democracia sul africana. “Uma tempestade abateu-se sobre as nossas cabeças”, disse Ramaphosa.  Em mais de 120 dias, sucedemos em retardar a disseminação de um vírus que está a causar devastação através do globo. Mais de um quarto de milhão de sul africanos foram infetados com o coronavírus e há mais infeções ainda não detetadas”. Esta noite 276.242 casos confirmados no país e registamos agora 12 mil novos casos por dia o que equivale a 500 casos por hora. Desde o aparecimento do surto, pereceram, 4.079 pessoas devido ao Covid-19,  e o que causa grande inquietação é de que um quarto destas, faleceram, na semana passada.  Numa breve menção desejou a três governadores infetados uma rápida recuperação, numa referência a Alan Winde, David Makhura e Job Mokoro, governadores das províncias do Cabo Ocidental, Gauteng e Northwest respetivamente.  O grande impacto desta comunicação ao país centrou-se no reatamento de mais restrições, nomeadamente, a proibição, com efeito imediato da venda de bebidas alcoólicas, pois existe evidência clara que após  a  permnissão da retoma de venda de bebidas alcoólicas resultou numa substancial pressão sobre os  hospitais , especialmente nas UCI  em consequência  de acidentes rodoviários, violência e traumas  conotados  com o   álcoolismo. As hipóteses já fervilhavam em relação à suspensão da venda de bebidas alcoólicas, existia a dúvida, mas a mesma foi agora dissipada com a anunciada restrição pelo Chefe de Estado sul africano. Os táxis terão de continuar a   operar apenas com 70% da sua lotação. Ajuntamentos, atividades sociais e visitas familiares continuam interditas, e o proclamado “estado de desastre “ estende-se  até o próximo dia 15 de agosto. Ramaphosa mencionou que de acordo com as projeções correntes, o pico da pandemia ocorrerá em tempos e em locais diferentes que se estendem a partir do fim de julho até fins do mês de setembro. O uso de máscaras ou visores é agora compulsório quer em público como também em todos os locais de trabalho.  Ramaphosa com um semblante notavelmente preocupado e evidenciando algum cansaço, não deixou de enfatizar, que a mais importante medida de sucesso consiste no número de vidas que se salva, relembrando que nenhum de nós está imune a esta pandemia. O JM questionou o Conselheiro da Diáspora Madeirense na África do Sul, o advogado José Nascimento, sobre a leitura desta comunicação feita ao país pelo mais alto magistrado da nação, disse-nos: “As medidas anunciadas são essencialmente as mesmas, mas com mais rigor. Infelizmente  os traumas,  agressões, violência doméstica, acidentes de viação, atroplemanetos e mortes atingiu estatísticas deveras alarmantes que levou o Presidente Ramaphosa a determinar a  venda de bebidas alcoólicas com efeito imediato”. Na opinião do advogado foi “feito intencionalmente para evitar uma corrida desenfreada às lojas de venda de bebidas alcoólicas”. “Infelizmente, no mercado paralelo, as bebidas e a venda de cigarros vão atingir preços astronómicos. Também a imposição do recolher obrigatório entre as 21:00 e 04:00 é outra medida a ser implementada. A proibição de visitas sociais e a familiares são outras medidas que vão ser rigorosamente policiadas”, alertou. “Fiquei com uma opinião positiva na imposição destas medidas, pois cheguei a recear que poderiamos involuir para uma fase 4 ou mesmo 5 do “lockdown” o que seria o mesmo que trancar a economia”, receou. José Nascimento explicou que “não podíamos manter a economia por mais tempo fechada, a acontecer seria a destruição irreparável de muita coisa. Há muita gente que perdeu os seus empregos, portanto sem trabalho, há fome e se a economia já moribunda, voltasse a fechar, pereceríamos da cura ao invés da  doença”.

Covid-19: Ramaphosa anuncia novas restrições na África do Sul
A África do Sul encontra-se neste momento entre os dez primeiros países com o maior número de casos de Covid-19, atingido ontem as 276.242  infecções com um total de  4.079 óbitos.   O Chefe de Estado sul africano, Cyril Ramaphosa, dirigiu-se à nação sul africana para explicar e anunciar as razões de mais restrições de forma a mudar  o curso desta pandemia  com que  o país se confronta e que é a crise mais grave na história da democracia sul africana. “Uma tempestade abateu-se sobre as nossas cabeças”, disse Ramaphosa.  Em mais de 120 dias, sucedemos em retardar a disseminação de um vírus que está a causar devastação através do globo. Mais de um quarto de milhão de sul africanos foram infetados com o coronavírus e há mais infeções ainda não detetadas”. Esta noite 276.242 casos confirmados no país e registamos agora 12 mil novos casos por dia o que equivale a 500 casos por hora. Desde o aparecimento do surto, pereceram, 4.079 pessoas devido ao Covid-19,  e o que causa grande inquietação é de que um quarto destas, faleceram, na semana passada.  Numa breve menção desejou a três governadores infetados uma rápida recuperação, numa referência a Alan Winde, David Makhura e Job Mokoro, governadores das províncias do Cabo Ocidental, Gauteng e Northwest respetivamente.  O grande impacto desta comunicação ao país centrou-se no reatamento de mais restrições, nomeadamente, a proibição, com efeito imediato da venda de bebidas alcoólicas, pois existe evidência clara que após  a  permnissão da retoma de venda de bebidas alcoólicas resultou numa substancial pressão sobre os  hospitais , especialmente nas UCI  em consequência  de acidentes rodoviários, violência e traumas  conotados  com o   álcoolismo. As hipóteses já fervilhavam em relação à suspensão da venda de bebidas alcoólicas, existia a dúvida, mas a mesma foi agora dissipada com a anunciada restrição pelo Chefe de Estado sul africano. Os táxis terão de continuar a   operar apenas com 70% da sua lotação. Ajuntamentos, atividades sociais e visitas familiares continuam interditas, e o proclamado “estado de desastre “ estende-se  até o próximo dia 15 de agosto. Ramaphosa mencionou que de acordo com as projeções correntes, o pico da pandemia ocorrerá em tempos e em locais diferentes que se estendem a partir do fim de julho até fins do mês de setembro. O uso de máscaras ou visores é agora compulsório quer em público como também em todos os locais de trabalho.  Ramaphosa com um semblante notavelmente preocupado e evidenciando algum cansaço, não deixou de enfatizar, que a mais importante medida de sucesso consiste no número de vidas que se salva, relembrando que nenhum de nós está imune a esta pandemia. O JM questionou o Conselheiro da Diáspora Madeirense na África do Sul, o advogado José Nascimento, sobre a leitura desta comunicação feita ao país pelo mais alto magistrado da nação, disse-nos: “As medidas anunciadas são essencialmente as mesmas, mas com mais rigor. Infelizmente  os traumas,  agressões, violência doméstica, acidentes de viação, atroplemanetos e mortes atingiu estatísticas deveras alarmantes que levou o Presidente Ramaphosa a determinar a  venda de bebidas alcoólicas com efeito imediato”. Na opinião do advogado foi “feito intencionalmente para evitar uma corrida desenfreada às lojas de venda de bebidas alcoólicas”. “Infelizmente, no mercado paralelo, as bebidas e a venda de cigarros vão atingir preços astronómicos. Também a imposição do recolher obrigatório entre as 21:00 e 04:00 é outra medida a ser implementada. A proibição de visitas sociais e a familiares são outras medidas que vão ser rigorosamente policiadas”, alertou. “Fiquei com uma opinião positiva na imposição destas medidas, pois cheguei a recear que poderiamos involuir para uma fase 4 ou mesmo 5 do “lockdown” o que seria o mesmo que trancar a economia”, receou. José Nascimento explicou que “não podíamos manter a economia por mais tempo fechada, a acontecer seria a destruição irreparável de muita coisa. Há muita gente que perdeu os seus empregos, portanto sem trabalho, há fome e se a economia já moribunda, voltasse a fechar, pereceríamos da cura ao invés da  doença”.