Dado primeiro passo para documento sobre instalação de energias renováveis em património mundial

Com o objetivo de elaborar um documento oficial de orientações técnicas e procedimentos a adotar, relativamente à utilização e instalação de energias renováveis em sítios classificados como património mundial, está a decorrer, entre hoje e...

Dado primeiro passo para documento sobre instalação de energias renováveis em património mundial
Com o objetivo de elaborar um documento oficial de orientações técnicas e procedimentos a adotar, relativamente à utilização e instalação de energias renováveis em sítios classificados como património mundial, está a decorrer, entre hoje e amanhã, a primeira reunião de trabalho promovida pela UNESCO subordinada ao tema Património Mundial e Energias Renováveis (World heritage and renewable energy). Esta manhã, à margem da abertura do evento, o presidente do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, Paulo Oliveira, começou por recordar que, hoje em dia, temos cada vez mais de recorrer às energias renováveis para dar respostas às nossas necessidades energéticas, reconhecendo que, muitas vezes, começa-se a criar alguma incompatibilidade ou necessidade de compatibilidade entre a instalação dessas energias e a preservação do património, quer natural quer edificado. "O que nós vamos começar a discutir aqui é exatamente o que é para ficar nesse documento de orientações técnicas e pelo qual a UNESCO seguirá para avaliar os projetos, para fazer os estudos de impacto ambiental e para tomar decisões", explanou. Questionado pelos jornalistas acerca da instalação de torres eólicas na Madeira, o responsável afirmou que o tema é consensual e que é um investimento que já provou que é necessário e útil para a Região, salientando que, neste ponto, não há qualquer matéria de suscite preocupações ou dúvidas relativamente à consensualidade do projeto. Ainda ao nível da Região, Paulo Oliveira referiu que, "dentro da floresta Laurissilva, a única contribuição que a Madeira tem é o transporte da água porque, muita da água que é depois usada para os sistemas de produção de energia, é transportada pelas levadas, que estão dentro da Laurissilva, não havendo aqui qualquer situação de incompatibilidade".