De 318 mil em 20017 passou-se para um milhão e 400 mil portugueses recenseados nos países de acolhimento

O Fórum Madeira Global 2019 decorre com a mesa redonda sobre “A participação política nos países de acolhimento”, com a participação do secretário de estado das Comunidades, José Luís Carneiro. O governante enalteceu a importância do recenseamento...

De 318 mil em 20017  passou-se para um milhão e 400 mil portugueses recenseados nos países de acolhimento
O Fórum Madeira Global 2019 decorre com a mesa redonda sobre “A participação política nos países de acolhimento”, com a participação do secretário de estado das Comunidades, José Luís Carneiro. O governante enalteceu a importância do recenseamento dos portugueses nos países de acolhimento para uma participação cívica e política mais ativa As mudanças na lei eleitoral já contribuíram para esse objetivo. O governante revelou que, em 2017, estavam recenseados 318 mil portugueses na diáspora, sendo que os dados mais recentes dão conta que um milhão e 400 mil portugueses estão já recenseados. Antes, Carina Alves, deputada no parlamento de Jersey, no Reino Unido, falou da sua experiªencia enquanto parlamentar, defendendo uma maior participação da comunidade madeirense na política daquela ilha do Canal. Também a intervir neste painel, Manuel Correia de Jesus, antigo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e ex-deputado na Assembleia da República, defendeu toda a ação de um “Portugal universal” com vista ao incremento da participação dos lusodescendentes na política. José Luís Carneiro veio a defender que os municípios têm também um papel a esse nível, com vista à abertura dos portugueses no que diz respeito às instituições locais, com acordos já estabelecidos entre Portugal e países como a Alemanha, Cabo Verde, Austrália, por exemplo. O governante defendeu ainda que a mobilidade dos cidadãos deve ser mais ágil, neste caso, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Em termos do diálogo entre as comunidades e os naturais dos países de acolhimento, José Luís Carneiro referiu haver já “acordos interessantes no terreno”, ao nível do ensino da língua portuguesa não só aos filhos de portugueses, mas também dos naturais. Expressou ainda estar de acordo com Correia de Jesus de que “tem de continuar como uma bola de neve o reforço de colaboração entre as comunidades e as instituições locais”. Eugénio Perregil, por seu turno, fala da experiência que presenciou em Crawley, no Reino Unido, de portugueses ativos na política, como o mayor dessa cidade. A seu ver, é importante do ponto de vista estratégico que os portugueses tenham uma participação ativa na política e cidadania dos países de acolhimento.