Diretora de operações da TUI defende plano de contingência face aos condicionalismos do Aeroporto

Ana Barbosa, diretora de operações da TUI para a Madeira e Porto Santo, mostrou a sua preocupação em relação aos condicionalismos do Aeroporto da Madeira, situação que está, em parte, na origem da quebra do número de voos. Discursando no painel...

Diretora de operações da TUI defende plano de contingência face aos condicionalismos do Aeroporto
Ana Barbosa, diretora de operações da TUI para a Madeira e Porto Santo, mostrou a sua preocupação em relação aos condicionalismos do Aeroporto da Madeira, situação que está, em parte, na origem da quebra do número de voos. Discursando no painel subordinado à temática do Turismo, nas Jornadas Parlamentares do PS, esta responsável defendeu a importância do plano de contingência para fazer face aos condicionamentos do Aeroporto da Madeira, apontando que é preciso uma alternativa, a qual passa pelo Porto Santo. Além disso, quando o aeroporto do Funchal está fechado, Ana Barbosa entende que há criar condições excecionais dentro da própria infraestrutura, tais como manter os restaurantes e outros serviços abertos toda a noite, para dar resposta aos clientes. Esta responsável criticou ainda a falta de estratégia e controlo no que se refere ao surgimento e construção de novos hotéis, considerando que demasiadas camas poderão provocar uma "guerra de preços" e aponta que essa descida de preço irá poderá ter um efeito nefasto na perceção da qualidade do destino e ao nível do típico cliente que procura a Região. Por seu turno, o deputado Sérgio Gonçalves abordou a conjuntura que o setor do Turismo atravessa atualmente, que aponta para um cenário preocupante, dando conta das quebras no número de turistas, nas dormidas e no RevPar. O parlamentar enumerou alguns dos factos que contribuem para esta realidade, apontando o abrandamento dos mercados emissores, o "Brexit" e o abrandamento da economia alemã. Paradoxalmente, apontou o aumento da oferta (números de camas), como uma preocupação. Por outro lado, Sérgio Gonçalves defendeu a importância da requalificação do destino e de ser feita uma atualização dos documentos estratégicos, implementar medidas e definir objetivos concretos. Raul Gonçalves, diretor do Hotel Quinta da Serra, no Jardim da Serra, abordou o fator diferenciador da unidade que dirige. Tal como explicou, trata-se do único hotel na Madeira cuja restauração tem certificação biológica. Sendo um hotel que pratica agricultura biológica, é também o maior empregador da freguesia do Jardim da Serra. O responsável salientou também a importância de manter a genuinidade de unidades como esta, que tenta sempre envolver o turista com a comunidade local. A um outro nível, apontou também o problema dos condicionalismos do aeroporto, a falta de mão-de-obra especializada e o excesso de camas hoteleiras na Região. O chef Octávio Freitas, outro dos oradores convidados, considerou que a estratégia do Turismo tem de mudar. Tal como afirmou, «é grave um turista que chega à Madeira e que não sabe onde vai ficar». Para este empreendedor, há que apostar nas especificidades locais, uma vez que os turistas que nos procuram querem vivenciar as experiências e contactar com as realidades locais. Uma sugestão deixada por Octávio Freitas passa por cada hotel poder criar as suas próprias experiências genuínas.