Estudante imola-se pelo fogo junto a uma cantina universitária em França

Um estudante de 22 anos imolou-se, esta sexta-feira, em Lyon e está entre a vida e a morte. O jovem incendiou-se em frente a uma cantina universitária no '7º arrondissement' e ficou com 90% do corpo queimado, relata o Notícias ao Minuto. Entretanto...

Estudante imola-se pelo fogo junto a uma cantina universitária em França
Um estudante de 22 anos imolou-se, esta sexta-feira, em Lyon e está entre a vida e a morte. O jovem incendiou-se em frente a uma cantina universitária no '7º arrondissement' e ficou com 90% do corpo queimado, relata o Notícias ao Minuto. Entretanto foi aberta uma investigação para determinar os motivos que estiveram na base do ato. Numa longa mensagem publicada nas redes sociais, o sindicalista estudantil abordou as suas dificuldades financeiras e justificou a ação com reivindicações políticas, acusando inclusivamente "Macron, Holland, Sarkozy e a UE". "Este ano não tive bolsa de estudo e, mesmo quando tinha 450 euros por mês, é o suficiente para viver?", pode ler-se na publicação que o jovem fez no Facebook. "Vamos lutar contra a ascensão do fascismo, que só nos divide, e do liberalismo, que cria desigualdades. [...] O meu último desejo é que os meus camaradas continuem a lutar para finalmente acabar com tudo isto", afirmou o aluno. Dá ainda conta a imprensa francesam, citada pela mesma fonte, de que foi a namorada do jovem que alertou os serviços de emergência. As associações de estudantes, citadas pelo Le Parisien, indicam que o jovem está internado na Unidade de Queimados do Hospital Edouard Herriot de Lyon. Em comunicado conjunto divulgado junto da imprensa francesa, as organizações sindicais estudantis denunciaram "a precariedade" das "vidas dos estudantes". "O ato dele não pode ser reduzido apenas ao desespero, terá de ter um alcance político. Na sua mensagem, o nosso camarada descreve a precariedade que sofre como consequência das políticas liberais e do racismo diário", aponta o sindicato, enfatizando que "a precariedade está a espalhar-se" e a "esmagar cada vez mais as vidas, incluindo a dos alunos".