Eurodeputadas madeirenses destacam desafio das migrações junto dos jovens

Os principais desafios que a Europa enfrenta na atualidade estiveram em debate esta sexta-feira na biblioteca da Escola Secundária Jaime Moniz, em formato de ‘Café Europa’. ‘Cidadania europeia, demografia e migrações’ foi o tema da iniciativa,...

Eurodeputadas madeirenses destacam desafio das migrações junto dos jovens
Os principais desafios que a Europa enfrenta na atualidade estiveram em debate esta sexta-feira na biblioteca da Escola Secundária Jaime Moniz, em formato de ‘Café Europa’. ‘Cidadania europeia, demografia e migrações’ foi o tema da iniciativa, promovida pelo projeto Escola Embaixadora do Parlamento Europeu, que sentou à mesa uma turma de 10.º ano para ouvir as deputadas madeirenses eleitas ao Parlamento Europeu, Cláudia Monteiro de Aguiar e Sara Cerdas A cidadania europeia, demografia e migrações são questões de “extrema importância”, realçou Cláudia Monteiro de Aguiar, com as quais o PSD, dentro do Partido Popular Europeu (PPE) tem “uma enorme preocupação” por serem precisamente os temas que a Europa enfrenta no futuro. Em termos de demografia, lembrou que o seu partido possui uma estratégia para a natalidade, que é algo que tem apresentado uma quebra em termos europeus. Em relação à cidadania europeia, a eurodeputada social democrata sublinhou a importância de lembrar que “somos cidadãos portugueses porque fazemos parte de um projeto europeu”. Já no que refere às migrações, temática que mereceu destaque de ambas as ‘representantes’ da Madeira no Parlamento Europeu, Monteiro de Aguiar realça que esta é uma questão complexa e desafiante, para o qual a Europa tem procurado algumas respostas, mas precisa de encontrar outro tipo de mecanismos, algo que tem merecido a preocupação da nova Comissão Europeia. Considera fundamental, neste aspeto, “reforçar todas as fronteiras, quer as internas quer as externas” e “todos os sistemas que existem para a política de asilo”. Em termos de política de vizinhança, fazer um trabalho mais intenso junto dos países vizinhos ou externos à UE, para que se faça implementar o “respeito pelos direitos humanos, a democracia e a paz”. Na sua intervenção, a socialista Sara Cerdas procurou recordar que a Europa enfrenta atualmente uma crise na migração, um autêntico “cemitério no mar mediterrâneo”, com muita gente a querer vir para a Europa “à procura de um lugar melhor”. Por esse motivo, considera importante informar os jovens sobre o que está a ser feito da parte das instituições europeias e que, neste aspeto, lamenta que a resolução para salvar vidas no mediterrâneo tenha sido chumbada por dois votos apenas. Uma resolução que, sublinha, foi reprovada “pelos votos contra da direita”, salvo exceções de alguns eurodeputados portugueses, nas quais se inclui Cláudia Monteiro de Aguiar, daí ser importante dar a entender que existe um Parlamento “fracionado, com várias forças políticas”, mostrar qual a sua posição nesta temática e conhecer a visão dos mais jovens. O retorno dos lusodescendentes na Venezuela foi outro assunto abordado pela eurodeputada eleita pelo PS, assim como a importância da União no desmantelamento das redes de tráfico humano, sendo essencial que se crie “corredores migratórios legais e seguros para todos aqueles que vêm para a União Europeia”.   ‘Café Europa’ permite desenvolver uma relação de proximidade Ana Maria Kauppila, uma das coordenadoras do programa Escola Embaixadora do Parlamento Europeu, explicou ao JM que o formato ‘Café Europa’, ao permitir uma relação de proximidade entre os jovens e as deputadas ao Parlamento Europeu, torna possível que estes ouçam a visão das mesmas acerca das questões que as trazem à iniciativa, mas também debater opiniões, onde “os alunos se sentem à vontade para interagir com os deputados” e que “essa interação quase faz parte de um dia a dia de construção das suas competências de cidadania”. Numa altura em que é praticamente certo que o Reino Unido irá deixar a União Europeia, é importante aproximar, através dos jovens, os cidadãos da Europa enquanto instituição. “A construção deste tipo de competências junto dos jovens, que daqui a pouco vão estar a votar também para as eleições europeias, é fundamental”, sublinhou a coordenadora.