“Existem muitas perdas de água na agricultura”, acusa o JPP

A agricultura continua a ser um dos principais garantes de subsistência de mais de 40 mil pessoas, que constituem o universo da população agrícola familiar da RAM, afirma o JPP, em comunicado. "Apesar da inércia governativa, a agricultura regional...

“Existem muitas perdas de água na agricultura”, acusa o JPP
A agricultura continua a ser um dos principais garantes de subsistência de mais de 40 mil pessoas, que constituem o universo da população agrícola familiar da RAM, afirma o JPP, em comunicado. "Apesar da inércia governativa, a agricultura regional continua a ser, e a ter, um potencial impulsionador de emprego e de iniciativa empresarial, com elevado potencial para a valorização ambiental e paisagística, gerando indispensáveis mais-valias turísticas". O JPP, através do seu cabeça de lista, Élvio Sousa, defende um “reforço do investimento, através dos fundos comunitários, na reabilitação, na melhoria e na construção de canais de rega ou levadas, reservatórios e monitorização e gestão remota do sistema de regadio, combatendo assim as perdas de água”. Diz ainda que se tem verificado, “de ano para ano, que o Governo PSD, usa a ARM para culpar os municípios não aderentes pela falta de água de rega quando, na verdade, é o próprio governo que não consegue resolver as perdas de água de rega para agricultura, com graves prejuízos para os agricultores”. Garante ainda que “ano após ano, o número de horas de água de rega tem diminuído e as reclamações sobre as falhas do serviço e do estado das levadas crescem, com grande prejuízo para os agricultores.” Élvio Sousa referiu-se ao programa do JPP para a Agricultura e da necessidade de potenciar e disseminar o Banco de Terrenos Regional, tendo por base o património fundiário público disponível, ou ainda através de terrenos pertencentes a entidades privadas que os queiram disponibilizar de forma voluntária (através de arrendamento, venda ou para outros tipos de cedência). A principal mais valia é que possam ser disponibilizados terrenos que disponham de aptidão agrícola ou florestal e que não estejam a ser utilizados, para cedência a agricultores com formação adequada. “Uma medida que necessariamente acabaria por garantir um melhor aproveitamento de explorações, uma limpeza de terrenos e consequente atividade agrícola e mais emprego”, afirmou.