Faleceu o diretor do jornal comunitário A Voz de Portugal

Morreu esta tarde no Hospital Glynnwood, onde se encontrava internado com uma doença grave que o acometeu há alguns meses, Fernando Simões Capão, diretor do jornal comunitário A Voz de Portugal. Natural da Palhaça, Oliveira do Bairro, contava...

Faleceu o diretor do jornal comunitário A Voz de Portugal
Morreu esta tarde no Hospital Glynnwood, onde se encontrava internado com uma doença grave que o acometeu há alguns meses, Fernando Simões Capão, diretor do jornal comunitário A Voz de Portugal. Natural da Palhaça, Oliveira do Bairro, contava 87 anos, foi casado com Maria Helena Vaz Osório Capão. Licenciado em Ciências Filosóficas pela Universidade de Salamanca, com equivalências ao mesmo grau académico das Universidades Portuguesas, foi professor contratado do Ensino Técnico-Profissional em Angola, onde exerceu funções diretivas e, simultaneamente, se envolveu no Ensino Liceal Particular. A estes mesmos ramos de ensino se dedica em Moçambique entre 1968 e 1974.  Foi igualmente diretor pedagógico do Centro de Formação Profissional dos caminhos de Ferro de Moçambique em Inhabane. Regressado a Portugal, retomou a atividade docente do Ensino Secundário Oficial e Particular. Em 1977, fixa-se na República da África do Sul, prosseguindo aqui a sua carreira docente, tendo feito parte do quadro de professores do Departamento de Línguas Românicas (Secção de Português) na Universidade de Witswatersrand. Em 1978 ingressa como jornalista na Rádio RSA (Serviços Externos) Secção Portuguesa onde permaneceu vários anos. Foi diretor e editor do jornal Tribuna Portuguesa e diretor da Rádio Cidade Internacional (rádio comunitária portuguesa). Era membro da NSA ( Names Society of Southern Africa). Foi autor do livro, dedicado à sua mulher e filhos, “Padrões de Portugalidade no Sul de África“, onde historiou cientificamente as façanhas marítimas dos heróis do mar que “... Por mares nunca dantes navegados! Passaram ainda além da Taprobana. Num arrojo indesmentível e sem limites ,mais se atreve a deixar-nos uma série de topónimos, de etimologia bem portuguesa, através da África do Sul. Atualmente, apesar de bastante enfermo, manteve até aos últimos momentos uma grande lucidez que a todos surpreendeu, dando conselhos sábios e discutindo assuntos pertinentes à Comunidade e expressando a sua preocupação pelos acontecimentos que se verificam na África do Sul. Morreu segurando a mão da sua esposa na tarde de hoje.