Filipe Sousa compara "11 milhões para tachos" com "61 euros por santacruzense"

O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz criticou, esta manhã, no decorrer da cerimónia do 88º aniversário dos Sapadores de Santa Cruz, a circunstância de o Governo Regional prever uma despesa anual de 11 milhões "para os chamados tachos...

Filipe Sousa compara "11 milhões para tachos"  com "61 euros por santacruzense"
O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz criticou, esta manhã, no decorrer da cerimónia do 88º aniversário dos Sapadores de Santa Cruz, a circunstância de o Governo Regional prever uma despesa anual de 11 milhões "para os chamados tachos de confiança política". Isto para assinalar, em comparação, a "vergonha" que são os 61 euros de investimento por cada santacruzense previstos no Orçamento de 2020. Filipe Sousa disse não aceitar esta forma de fazer política, apontando para uma falha que continua a existir no facto de nem o Orçamento Regional, nem o Orçamento Nacional preverem apoios aos municípios que têm corporações de bombeiros. “Para nomeações políticas, têm 11 milhões por ano; para a proteção civil das populações, têm zero”. O autarca apresentou ainda outros números para acentuar aquele que o município considera um fraco investimento do Governo Regional em Santa Cruz. Ressalvando que nada tem contra o investimento em outros municípios, comparou os 61 euros de investimento per capita em Santa Cruz, com o que  Governo Regional vai gastar por cada munícipe da Calheta, concelho PSD, e em Santana, concelho CDS, respetivamente 3.171 euros per capita e 3,066 euros per capita. Filipe Sousa garantiu que a sua forma de fazer política é diferente e que vai continuar a estar atento às necessidades da população. Relativamente aos Sapadores, lembrou que foi o respeito que lhe merecem os bombeiros e a consciência plena da sua importância no serviço à população que têm ditado todos os investimentos e apostas na corporação. A última medida foi a passagem dos Bombeiros Municipais de Santa Cruz a Sapadores, sendo esta corporação a primeira na Região a começar a usufruir, de forma faseada, dos vencimentos previstos para aquela categoria profissional. “Tudo faremos para que os novos vencimentos sejam pagos integralmente até ao fim do mandato, em 2021, embora os contratos e a lei prevejam que essa atualização possa ser feita até 2025. Esta medida tem grande impacto no Orçamento Municipal, coisa que quem faz as leis frequentemente esquece, mas estamos conscientes da sua justiça e importância”, vincou, realçando que os bombeiros merecem todo o apoio e todas as condições de trabalho e valorização financeira. “O atual executivo da Câmara Municipal de Santa Cruz colocou, desde setembro de 2013, a melhoria das condições de trabalho e ação dos Bombeiros como um dos seus principais objetivos de gestão. Cumprindo esta premissa, foram levadas a cabo uma série de medidas de valorização das condições de trabalho, de melhoria das infraestruturas e de aumento dos meios técnicos ao dispor da proteção civil municipal.”