Fogo em mato em Lisboa leva a evacuação de escola

Um incêndio atingiu hoje uma zona de mato entre a Penha de França e São Vicente, em Lisboa, e levou à evacuação de uma escola, mas encontra-se já em fase de resolução, de acordo com a Proteção Civil. Segundo os dados da página da internet da...

Fogo em mato em Lisboa leva a evacuação de escola
Um incêndio atingiu hoje uma zona de mato entre a Penha de França e São Vicente, em Lisboa, e levou à evacuação de uma escola, mas encontra-se já em fase de resolução, de acordo com a Proteção Civil. Segundo os dados da página da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o alerta foi dado pelas 12:00 e, passadas cerca de três horas e meia, foi dado como dominado, encontrando-se ainda no local, perto das 16:00, 134 operacionais, 40 meios terrestres e um meio aéreo. Contactada pela agência Lusa, a presidente da Junta de Freguesia de São Vicente, onde os Sapadores Bombeiros de Lisboa assinalaram o foco inicial do incêndio, assegurou que “não se trata agora de saber que territórios arderam, mas sim salvaguardar pessoas e bens”. “Vi labaredas que assustavam um santo. Tive um receio brutal com a bomba de gasolina que há na freguesia. O vento mudou de direção por duas vezes e o fogo chegou ao Vale da Eira. Descansei quando soube que tinha sido evacuada a escola básica Rosa Lobato Faria”, explicou Natalina Moura. Segundo a autarca, as fagulhas chegaram até à Graça. De acordo com a presidente da Junta de São Vicente, a “mudança repentina dos ventos levou o fogo a algumas barracas perto da Calçada dos Barbadinhos e da Quinta do Gusmão, uma zona que se encontra muito abandonada”. Natalina Moura rejeita que a autarquia não tenha feito a limpeza dos espaços com mato na freguesia: “Ainda na semana passada tínhamos mandado limpar tudo o que era da nossa responsabilidade e o que por lei se pode fazer, já que, devido ao grau de inclinação dos terrenos, há zonas que não se conseguem limpar”, referiu. “O que a junta limpa era o que a junta podia limpar. Não há equipamentos, nem homens para limpar numa determinada inclinação”, insistiu. Natalina Moura avançou que o incêndio teve origem perto de um supermercado na Penha de França quando “alguém se lembrou de fazer uma pequena fogueira e rapidamente se transformou num inferno”. A responsável adiantou ainda à Lusa que mandou já limpar um canavial existente junto a uma instituição particular de solidariedade social “de forma preventiva”.