Gandhi esteve na Madeira em 1906 e "foi muito feliz" iludido por uma "fake new"

Mahatma Gandhi ficou a partir de hoje eternizado na Madeira, com a inauguração do seu busto na Avenida do Mar. O percurso do histórico líder indiano (1869-1948), que através do seu método de residência não violenta liderou a campanha para a...

Gandhi esteve na Madeira em 1906 e
Mahatma Gandhi ficou a partir de hoje eternizado na Madeira, com a inauguração do seu busto na Avenida do Mar. O percurso do histórico líder indiano (1869-1948), que através do seu método de residência não violenta liderou a campanha para a independência da Índia do Reino Unido, passou também pela Madeira. Hoje, na inauguração do busto de Gandhi, a poucos metros de distância do memorial a Nelson Mandela, a embaixadora da Índia em Portugal, Nandini Singla, revelou que em dezembro em 1906 Gandhi teve uma curta passagem pela Região. “É um lugar onde ele teve muitos momentos felizes”, apontou a diplomata indiana. Porém, a felicidade de Gandhi entre os madeirenses resultou de uma notícia que afinal se revelou falsa. Nandini Singla explicou. Por essa altura, em 1906, Mahatma Gandhi era um líder respeitado na África do Sul pelo combate que fazia contra o racismo e, em particular, o “Black Act”. “Todas as pessoas de cor pediram a Mahatma Gandhi para entregar uma petição a Winston Churchill, que na altura era o subsecretário de Estado para as Colónias, em Londres. Gandhi encontrou-se com Churchill em novembro de 1906 [na capital inglesa] e entregou-lhe a petição [pedindo para abolir o “Black Act]. No regresso à África do Sul, em dezembro desse ano, parou no Funchal, e durante a sua estadia nesta linda ilha ele recebeu a notícia maravilhosa de Londres, dizendo que Winston Churchill tinha dito, na Casa dos Comuns, que tinha retirado a “Black Act”. Por isso, Mahatma Gandhi foi um homem muito feliz enquanto esteve na Madeira. Infelizmente, revelou-se uma notícia falsa”, o que veio a saber já depois de não estar na Madeira”, disse a embaixadora. Esta é uma das muitas histórias que fazem parte da vida ímpar do histórico líder que, mais tarde, encabeçou a resistência não violenta contra o colonizador inglês, e que hoje também Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional, homenageou. O presidente do executivo madeirense destacou a invulgaridade do líder indiano, por ter sido um “grande líder”, sem contudo ser como os líderes tradicionais, ser um líder religioso, mas não como os líderes religiosos tradicionais, e um nacionalista, sem ser como os nacionalistas tradicionais. “É difícil definir este homem”, admitiu Albuquerque, exaltando que agora Gandhi e a sua mensagem se perpetuarão na Madeira através do busto que hoje foi inaugurado.