Governo reconhece envelhecimento docente

O Ministério da Educação disse hoje que “reconhece e tem vindo a trabalhar” a questão do perfil etário dos professores, mas a Fenprof contrapõe que na atual legislatura “pouco ou nada foi feito para o rejuvenescimento do corpo docente”. O número...

Governo reconhece envelhecimento docente
O Ministério da Educação disse hoje que “reconhece e tem vindo a trabalhar” a questão do perfil etário dos professores, mas a Fenprof contrapõe que na atual legislatura “pouco ou nada foi feito para o rejuvenescimento do corpo docente”. O número de professores com menos de 30 anos nas escolas do continente caiu a pique em menos de duas décadas, passando de 27.121 no ano letivo 2000/01 para pouco mais de 1.200 em 2017/18, segundo dados oficiais. O relatório "Educação em Números - Portugal 2019", da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), mostra que a maior quebra de professores com menos de 30 anos registou-se no 3.ºciclo e ensino secundário, com o número de professores deste grupo etário a passar de 16.697 para 640. Num comentário aos dados da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC), o Ministério da Educação (ME) justifica o envelhecimento da classe docente. com três fatores. “Quanto ao perfil etário da carreira docente, é algo que reconhecemos e que temos vindo a trabalhar, mas que resulta sobretudo da conjugação de três fatores: a expansão acelerada do sistema nos anos 1980, acedendo nesse período à carreira uma grande quantidade de docentes jovens e que permaneceram no sistema; a referida quebra da natalidade; o desinvestimento na educação operado pelo Governo anterior, tendo sido muito diminuta a contratação de novos docentes entre 2011 e 2015”, lê-se numa nota hoje enviada. Na mesma nota o ME acrescenta que “no atual mandato, voltou a haver um investimento na educação e, em particular nos recursos humanos, tendo o número de docentes voltado a aumentar e tendo-se também promovido a sua valorização e estabilidade, através da vinculação ao quadro de mais de 7.000 docentes”.