Governo Regional pretende apostar na cartografia simplificada

Miguel Albuquerque diz que a cartografia simplificada será uma das apostas do Governo Regional para o próximo mandato. O projeto, acrescentou, irá inovar ao nível do mapeamento da Região e promete beneficiar sobremaneira várias áreas da governação...

Governo Regional pretende apostar na cartografia simplificada
Miguel Albuquerque diz que a cartografia simplificada será uma das apostas do Governo Regional para o próximo mandato. O projeto, acrescentou, irá inovar ao nível do mapeamento da Região e promete beneficiar sobremaneira várias áreas da governação e também os cidadãos. O governante diz que o levantamento cadastral é fundamental para a Região e afirma contar com a Associação Insular de Geografia (AIG) para o efeito. O chefe do Executivo madeirense foi hoje a Câmara de Lobos sublinhar o apreço pela Associação, que deu ontem posse aos seus corpos sociais, garantir o apoio solicitado pela direção, no processo de utilidade pública que a mesma quer promover. Aproveitou para elogiar a governação da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, “pelo conjunto de decisões atratividades e projetos que fazem parte, hoje, do concelho”, como é exemplo desta associação. “Lembro-me de que fomos os primeiros (Governo e AIG) a introduzir, na Região, quando estava na CMF, a cartografia digital”, acrescentou. Sublinhou ainda que um dos desafios para a Associação é também para a Região, que é o da tecnologia 5G. “A nossa ideia é começar na Madeira, rapidamente, com a tecnologia 5G. E vai ser uma tecnologia que temos de acompanhar e, sobretudo, aproveitar”, disse. Uma prioridade do Governo Regional será avançar com o cadastro simplificado o mais rapidamente possível. “É uma necessidade da Região. Há muitas áreas da Região que precisam desse levantamento cadastral e contamos convosco para realizar esse projeto o mais rapidamente possível. É um dos objetivos do próximo programa de Governo”, salientou. E a concluir, dirigindo-se aos dirigentes da Associação, a convicção: “Eu sei que este vosso quadriénio vai ser como o meu: vai correr muito bem!”.    Por sua vez, Ilídio Sousa, que se mantém desde o mandato anterior, enumerou no seu discurso de tomada de posse o contributo que esta associação continuará a dar para o desenvolvimento e gestão do território regional. “Com o apoio do PRODERAM, temos em curso o desenvolvimento da Plataforma Digital E-Freguesia, que permitirá a desmaterialização de processos e informação territorial das freguesias”, informou. Em fase de iniciação encontra-se também o projeto ‘GIRO – Projeto de Valorização da Área Protegida do Cabo Girão’ que procura conjugar, de forma inovadora, “esforços da sociedade civil, da autarquia local e da entidade de gestão (IFCN), na monotorização, preservação e valorização deste espaço de elevado interesse regional”, acrescentou o dirigente. A Associação Insular de Geografia (AIG) acredita poder ainda criar, “com os recentes avanços tecnológicos”, um núcleo regional especializado de forma a “reduzir substancialmente os custos de produção e atualização cartográfica”. A entidade pode também contribuir para o desenvolvimento de um processo de recolha, tratamento e atualização de informação cadastral, que poderá integrar um Sistema de Informação Cadastral Simplificada. “Nos nossos dias, é imprescindível na decisão sobre a ocupação e uso do território, na regulação da repartição das mais-valias fundiárias e na gestão, controlo e planeamento territorial, em áreas chave como a prevenção de incêndios ou o acesso a fundos comunitários”, exemplificou o representante. Ilídio Santos alertou, no entanto, que “nem tudo na AIG são ideias e projetos bem-sucedidos”.  E referiu: “Muitos dos nossos dias são despendidos na busca de financiamento e na labuta diária para assegurar as remunerações da nossa equipa de trabalho”. A esse propósito, agradeceu a todos os colaboradores da instituição, nomeadamente, aos cinco presentes no evento e aos restantes 16 que ao longo de “15 anos de atividade contribuíram com o seu trabalho e dedicação” para a afirmação da associação. Posto isto, informou que a AIG irá solicitar, a curto prazo, o Estatuto de Utilidade Pública da Instituição. “Apelaremos às entidades regionais que contribuam, na medida das suas possibilidades, para a consolidação deste nosso trabalho, que procura valorizar a ciência geográfica e a profissão de geógrafo, mas sobretudo contribuir para o desenvolvimento deste nosso território insular”, concluiu. Recorde-se que a AIG é uma associação não-governamental, sem fins lucrativos, que tem por finalidade potenciar a investigação, o desenvolvimento e a inovação no âmbito da Geografia e Gestão do Território.