Governo Regional quer "devolver" Solar de São Cristóvão à população

"Depois do Solar do Aposento, inaugurado em junho de 2018 na freguesia da Ponta Delgada – e que já registou, até junho de 2019, mais de 1.700 visitas – estamos a trabalhar para termos, aqui, em Machico, mais um polo de dinamização e afirmação...

Governo Regional quer "devolver" Solar de São Cristóvão à população
"Depois do Solar do Aposento, inaugurado em junho de 2018 na freguesia da Ponta Delgada – e que já registou, até junho de 2019, mais de 1.700 visitas – estamos a trabalhar para termos, aqui, em Machico, mais um polo de dinamização e afirmação turístico-cultural desta cidade, um espaço único que, assim que recuperado, poderá ser usufruído pela população, mas, também, pelos nossos turistas". Quem o diz é a secretária regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço, que hoje visitou a obra de recuperação do Solar de São Cristóvão, uma intervenção "há muito desejada pela comunidade local" que atravessa, neste momento, a sua fase final. "Através desta intervenção, estamos a recuperar o património e a descentralizar a nossa oferta cultural mas estamos, sobretudo, a garantir as condições necessárias para que todos possam usufruir deste espaço, num acesso que é atualmente limitado ao uso pontual da Capela adjacente ao Solar", reforçou Paula Cabaço, acrescentando que "a aposta na recuperação e abertura destes espaços à população, residente e visitante, é para manter no futuro". O projeto em curso prevê transformar este solar num local visitável, por madeirenses e turistas, ilustrando-se, na sua base, uma Quinta que se afirma como um tradicional solar madeirense abastado, na tradição arquitetónica insular, mandada construir pelo morgado Cristóvão Moniz de Menezes, que inclui, ainda, a Capelinha de São Cristóvão, objeto de devoção das populações locais, refere a Secretaria em nota de imprensa. Sublinha que o Solar, que pertenceu, sempre, à mesma família, até ser legado ao Governo Regional, foi alvo de uma recuperação feita à luz desse mesmo histórico, sendo que, precisamente para marcar as diferentes épocas e vivências daquele espaço, ao longo das várias gerações, serão integrados apontamentos e peças dos séculos XVII, XVIII e XIX em homenagem à memória da família, numa musealização que está a cargo de Ana Teresa Klut. Refere ainda que foi desenvolvida uma brochura e material promocional destinado a divulgar e a afirmar este espaço, de modo a atrair a respetiva procura, nos mesmos moldes da estratégia que tem vindo a ser seguida relativamente a outros espaços culturais.