Governo vai criar novo modelo de intervenção para reduzir listas de espera

O secretário regional da Saúde confirmou, este domingo, que será reconduzido no cargo e elencou as principais prioridades para os próximos quatro anos, onde se inclui o GIC-RAM, um novo modelo de intervenção para reduzir listas de espera. Pedro...

Governo vai criar novo modelo de intervenção para reduzir listas de espera
O secretário regional da Saúde confirmou, este domingo, que será reconduzido no cargo e elencou as principais prioridades para os próximos quatro anos, onde se inclui o GIC-RAM, um novo modelo de intervenção para reduzir listas de espera. Pedro Ramos falava aos jornalistas no Caniçal, onde se deslocou para participar na 4.ª Feira do Mar e dos Pescadores, tendo garantido que o novo Governo Regional terá “uma intervenção muito enérgica na resolução das listas de espera”. “Nós criámos um novo modelo de intervenção, que se irá chamar GIC-RAM - Gestão Hospitalar de Intervenção Cirúrgica para a Região Autónoma da Madeira -, que vai compreender dois braços: um programa de recuperação de cirurgias interno, que era aquele que existia anteriormente, e vamos adicionar o programa de recuperação de cirurgias a nível externo, porque iremos fazer contratos com entidades privadas, no sentido de rapidamente começarmos a diminuir todos estes números”, assinalou. Reduzir as listas de espera a zero não é exequível, sublinhou ainda o governante, justificando que “o Hospital tem as suas listas porque é um Hospital mais diferenciado, que faz cirurgias muito complexas e, naturalmente que, aquelas que são menos urgentes, acabam por ficar para segundo plano”. Pedro Ramos considerou ainda que isso não demonstra “uma falta de respeito para com os utentes que têm situações menos urgentes ou mais simples, revela apenas a diferenciação da nossa instituição”.   Outras duas grandes prioridades passarão ainda por “uma intervenção também, gradual e exponencial, que se espera nos próximos anos para a resolução das altas problemáticas”, além “do empenho de todos para que o novo hospital seja uma realidade em 2024”, frisou       Alterações no IASAÚDE e SESARAM Já quando foi questionado se ia alterar os estatutos do IASAÚDE, para resolver a situação criada com o anúncio de que Rita Andrade vai dirigir o instituto (função que requer um médico ou médica), respondeu que estão “a avaliar todas estas situações”. “Por vezes, há momentos em que é preciso alterar a organização e o modelo organizacional das entidades existentes na área da Saúde”, disse, antevendo que, “provavelmente, não só ao nível do SESARAM, mas também do IASAÚDE, poderá haver mudanças para que a nova composição possa funcionar como deve ser”. Quanto a uma possível mudança da Direção Clínica do SESARAM, o secretário regional da Saúde adiantou que já falou “com todos os profissionais” e admitiu que “as equipas sofrem sempre alterações, mas os objetivos e a estratégia são as mesmas”. “Haverá algumas mudanças, mas ainda não tenho nomes”, rematou.