Guaidó pede aos venezuelanos que se mantenham nas ruas até conseguirem a liberdade (fotos)

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, denunciou ontem que o regime está a perseguir os partidos políticos e pediu aos venezuelanos que se mantenham em protesto nas ruas até conseguirem a liberdade no país. "Vamos continuar até conseguir...

Guaidó pede aos venezuelanos que se mantenham nas ruas até conseguirem a liberdade (fotos)
O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, denunciou ontem que o regime está a perseguir os partidos políticos e pediu aos venezuelanos que se mantenham em protesto nas ruas até conseguirem a liberdade no país. "Vamos continuar até conseguir (a liberdade), mantenhamo-nos nas ruas", apelou Guaidó, que pediu ainda à população para que participe numa marcha de protesto convocada por estudantes para a próxima quinta-feira Juan Guaidó, que é presidente do parlamento, detido maioritariamente pela oposição, falava para milhares de simpatizantes que se concentraram em Chacaíto, no leste de Caracas, para exigir uma mudança de regime e para pedir eleições livres e transparentes. "Temos uma agenda de conflito permanente até conseguir a liberdade. Temos de regressar (a casa) a cantar vitória. A luta é até que cesse a usurpação, haja um governo de transição e eleições livres", frisou. Segundo Guaidó, cada opositor deve protestar novamente no domingo na sua zona de residência e na segunda-feira. Na terça-feira, a convocatória é para que acompanhem o protesto dos enfermeiros, na quarta-feira o dos professores e na quinta-feira a grande marcha dos estudantes. "A Venezuela chama-nos e é o nosso momento, como cidadãos, de insistir até que o poder das armas esteja do lado da Constituição e abandone o ditador. Lutaremos até conseguir os nossos objetivos. Aqui ninguém se rende, vamos continuar", garantiu. Este sábado, segundo a imprensa local, os venezuelanos realizaram marchas e concentrações em 22 dos 24 Estados do país (incluindo o Distrito Capital), em apoio à oposição e a uma mudança de regime no país, presidido por Nicolás Maduro. A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se em janeiro, quando o presidente do parlamento jurou assumir as funções de Presidente interino do país, até conseguir afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um Governo de transição e eleições livres e transparentes no país.