Guimarães: Homem violou, perseguiu, e tentou matar mulher por quem estava apaixonado

Um homem de 36 anos apaixonou-se por uma rapariga em Guimarães, mas, devido a problemas mentais, o seu comportamento revelou ser muito mais perigoso do que romântico, avança o jornal SOL. No período compreendido entre maio e julho de 2018,...

Guimarães: Homem violou, perseguiu, e tentou matar mulher por quem estava apaixonado
Um homem de 36 anos apaixonou-se por uma rapariga em Guimarães, mas, devido a problemas mentais, o seu comportamento revelou ser muito mais perigoso do que romântico, avança o jornal SOL. No período compreendido entre maio e julho de 2018, o homem fez a vida num inferno à jovem, violando-a, ameaçando-a através de mensagens de telemóvel e perseguindo-a. Tudo culminou com uma tentativa de homicídio. Ao volante do seu carro, o homem subiu pelo passeio com o fim de matar a jovem, que estava a servir cafés numa esplanada em Guimarães, tendo quase atropelado também dois clientes e um transeunte que passava na rua.  O tribunal considerou-o inimputável, em virtude do seu diagnóstico de esquizofrenia paranoide com deterioração cognitiva e da personalidade. O coletivo de juízes que avaliou o processo sublinhou, no entanto, o seu caráter perigoso e a existência do risco de reincidência. Foi condenado, há menos de um mês, a cumprir um período prolongado de tratamento psiquiátrico supervisionado, nunca inferior a três anos e num máximo de dez anos e oito meses, num estabelecimento de segurança apropriado, segundo o Correio da Manhã, que teve acesso ao acórdão, refere o SOL. Atualmente, encontra-se na ala de psiquiatria da cadeia de Santa Cruz do Bispo, para onde foi levado por decisão do juiz de instrução criminal de Guimarães, ainda antes da condenação, depois de ter cortado a pulseira eletrónica, em agosto de 2018. Além da esquizofrenia paranoide com deterioração cognitiva e da personalidade, o homem tem, segundo o acórdão do tribunal, a capacidade de juízo critico prejudicada pela idealização delirante persecutória. Estes problemas mentais ter-se-ão intensificado em 2014, quando chegou a Portugal, regressado de França.