Homem que ficou com mamas após tomar medicamento será indemnizado em 8 mil milhões

Um homem de 26 anos que viu o seu peito crescer aos nove anos de idade por causa de um medicamento da farmacêutica Johnson&Johnson, para tratamento de problemas de sono decorrentes do autismo, irá receber 8 mil milhões de dólares (7,2 mil milhões...

Homem que ficou com mamas após tomar medicamento será indemnizado em 8 mil milhões
Um homem de 26 anos que viu o seu peito crescer aos nove anos de idade por causa de um medicamento da farmacêutica Johnson&Johnson, para tratamento de problemas de sono decorrentes do autismo, irá receber 8 mil milhões de dólares (7,2 mil milhões de euros) de indemnização, noticia o Washington Post, citado pelo Notícias ao Minuto. A farmacêutica foi ordenada a pagar essa quantia a Nicholas Murray por um tribunal da Filadélfia, por não ter aclarado com eficiência sobre os efeitos do medicamento Risperdal. No processo, interposto em 2003, Murray explica que lhe receitaram o medicamento (usado também no tratamento de esquizofrenia e desordem bipolar) quando tinha 9 anos por causa dos seus problemas de sono. O medicamento causou-lhe ginecomastia, ou seja, crescimento natural de mamas, um efeito secundário que afetou milhares de outros homens, também em processos judiciais contra a farmacêutica. A Johnson&Johnson já anunciou que vai recorrer, justificando que o valor é "grosseiramente desproporcional". Recorde-se que a centenária farmacêutica norte-americana, embora uma das marcas mais reconhecidas a nível mundial, tem sido alvo de vários processos ao longo dos últimos anos. Em agosto, por exemplo, o grupo foi condenado ao pagamento de 572 milhões de dólares (515 milhões de euros) ao estado norte-americano de Oklahoma pela sua responsabilidade na crise dos opiáceos, que fez milhares de mortos por 'overdose'. Um outro sério caso de litígio são os implantes vaginais Prolift, dispositivos que são implantados cirurgicamente para tratar o prolapso vaginal e a incontinência urinária. Os implantes encolhiam e endureciam dentro do corpo, gerando queixas de milhares de mulheres em vários países.