Incêndio de Vila de Rei e Mação dominado em 90% e sem frentes ativas

O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei e que afeta também Mação está dominado em 90% e não apresenta frentes ativas, mas a tarde pode voltar a trazer dificuldades, disse hoje a proteção civil. O comandante do Agrupamento Distrital...

Incêndio de Vila de Rei e Mação dominado em 90% e sem frentes ativas
O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei e que afeta também Mação está dominado em 90% e não apresenta frentes ativas, mas a tarde pode voltar a trazer dificuldades, disse hoje a proteção civil. O comandante do Agrupamento Distrital do Centro Sul, Belo Costa, afirmou hoje, na conferência de imprensa das 08:00, que o incêndio que começou no sábado em Vila de Rei está dominado em 90%, sem qualquer frente ativa, mas com vários "pontos quentes preocupantes" (pontos com combustão lenta e sem propagação). Apesar de um quadro favorável na manhã para o combate às chamas, Belo Costa recordou que, tal como nos dias anteriores, a tarde avizinha-se complicada, com o aumento da temperatura e do vento e a redução da humidade relativa. "É contra essa ameaça que vamos trabalhar toda esta manhã", vincou o comandante, que falava aos jornalistas na Escola Secundária da Sertã. Segundo Belo Costa, o combate está focado em "aproveitar as boas oportunidades" durante a manhã, com a intensificação do trabalho de maquinaria pesada (que também esteve a trabalhar durante a noite) e com forças apeadas da GNR e da Força Especial da Proteção Civil por forma a resolver "os tais 10% de perímetro que falta consolidar para garantir a resolução deste incêndio", estando também a ser realizadas manobras de fogo tático esta manhã. Os pontos quentes do incêndio, que não chegou a entrar no concelho de Proença-a-Nova, situam-se na zona a norte da freguesia de Cardigos, concelho de Mação, abrangendo também uma parte do concelho de Vila de Rei. Para além do trabalho para dominar a frente quente, Belo Costa salientou que durante a manhã também será feito "um trabalho de retaguarda" com pré-posicionamento de forças com "potência própria para evacuações", nomeadamente a GNR, Cruz Vermelha e INEM, em coordenação com a Segurança Social, caso seja necessário efetuar algum realojamento. Caso as condições se agravem e os operacionais não consigam, em tempo útil, dominar os 10% que faltam de perímetro de incêndio poderão surgir "situações menos agradáveis", o que justifica o trabalho de retaguarda, explicou. "Vamos empenhar-nos em combater a ameaça para que, quando chegar o período de exponenciação desses componentes [aumento da temperatura e vento], já podermos estar adiantados e precavidos", frisou. Segundo Paula Neto, do INEM, o número de feridos mantém-se o mesmo desde a última conferência de imprensa, na segunda-feira às 20:00, com 16 feridos, um deles grave, num total de 39 pessoas assistidas. Questionada sobre a notícia do Jornal de Notícias que afirma que o INEM levou cerca de quatro horas a ser transportado para o Hospital de São José, Paula Neto frisou que a vítima teve "a devida assistência diferenciada ao fim de seis minutos após o pedido de ajuda". Em função da avaliação médica e da situação clínica do ferido grave, "foi considerado que o melhor meio de transporte para manter os cuidados e garantir a estabilidade do doente seria o helitransporte", disse. "Houve algumas condicionantes que tinham a ver com as características de voo e de segurança que fizeram com que o helitransporte acabasse por não ser tão célere como seria a avaliação inicial da situação e acabou por não ser tão rápida a chegada do doente à unidade hospitalar", referiu.