Iniciativa Liberal apresenta estratégia para desenvolvimento económico do Porto Santo

“O Porto Santo, só poderá ‘desenvolver-se’ economicamente se for delineada uma estratégia que tenha esse fim em vista”. Quem o diz é a Iniciativa Liberal, que apresentou, em comunicado, propostas para o Porto Santo, “uma ilha pequena, que integra...

Iniciativa Liberal apresenta estratégia para desenvolvimento económico do Porto Santo
“O Porto Santo, só poderá ‘desenvolver-se’ economicamente se for delineada uma estratégia que tenha esse fim em vista”. Quem o diz é a Iniciativa Liberal, que apresentou, em comunicado, propostas para o Porto Santo, “uma ilha pequena, que integra um arquipélago periférico de um país da periferia da Europa”, que está “condicionada pela descontinuidade territorial, escassos recursos naturais, reduzida população e economia de pequena escala essencialmente virada para o sector terciário (comércio e serviços).” “Todos os investimentos públicos até à data realizados foram desprovidos de objetividade futura, tanto ao nível de investimentos públicos como privados. Excesso de construção civil que resultou num excesso de oferta do mercado imobiliário e na perda de qualidade paisagística da ilha. Excesso de construção de infra-estruturas públicas que, para além de não serem aproveitadas para o fim pretendido, encontram-se abandonadas dando uma imagem negativa e despesista a quem nos visita. Pior que uma má estratégia, será sempre a ausência de estratégia”, refere a mesma nota. Leia as propostas da Iniciativa Liberal para o Porto Santo: “1. Fomentar e recuperar algumas culturas características do Porto Santo como a uva (de mesa e para vinho), a melancia e o figo nas frutas, e a lentilha e o chícharo. Aproveitar as qualidades únicas de sabor da cebola, tomate, cenoura, batata doce, etc., produzidos, incentivando a sua colocação nos hotéis e restaurantes locais; 2. Se para nós, faz todo o sentido dotar a Madeira de um Sistema Fiscal Próprio com fiscalidade reduzida, por maioria de razões isto faz mais sentido em relação ao Porto Santo. Assim, estudar a possibilidade dos seus residentes ficarem isentos de impostos, taxas fiscais e aduaneiras; 3. O Porto Santo deve ser rapidamente dotado de ferramentas que assegurem a sua sustentabilidade. Urge a criação de um plano de desenvolvimento detalhado que assegure que as diversas valências da ilha sejam desenvolvidas como um todo e não como partes; 4. Reconhecer a realidade ILHA do Porto Santo que não pode continuar a ser visto como mais um concelho. A dupla insularidade é uma realidade que não pode ser escamoteada; 5. A aposta turística no Porto Santo tem de se apoiar em conceitos de sustentabilidade e no binómio "Sol e Praia". O sol nem sempre aparece, acentuando a sazonalidade do destino. Ainda assim, o turismo madeirense (mercado estratégico), o nacional e o estrangeiro é isso que procuram. 6. Um destino "Sol e Praia" que oferece um areal ímpar, um mar único, um sossego incomparável, um descanso inigualável, exotismo, ambiente intimista, micro-escala e segurança. Na sua promoção estes factores fazem toda a diferença no acentuar da qualidade que o destino oferece, compensando assim a regular falta de "Sol". Associemos a isto o golfe, o turismo de saúde, a caça, os desportos náuticos, o mergulho, os passeios, etc., e temos uma equação simples e quase perfeita; 7. Assim, o caminho correcto nunca deverá passar por uma preocupação com o mau desempenho do inverno, mas apostar convictamente no verão, procurando ganhar maior amplitude na época alta, de modo que esta derrame o excesso turístico nos meses mais próximos (Primavera/Outono); 8. Criar actividades de animação fora da época alta e ao longo do ano apropriadas aos mercados-alvo definidos; 9. Uma vez que a praia do Porto Santo é o seu maior cartaz turístico, as concessões, a existirem, deverão ser abertas a todos aqueles que delas queiram usufruir e o concessionário deverá ser responsável pela limpeza da sua área, bem como garantir a segurança; 10. Estabelecer uma moratória em relação ao "All-Inclusive" no Porto Santo uma vez que prejudica gravemente o comércio local e gera tensões sociais pelo facto de os locais não beneficiarem dele; 11. Promover a minimização de resíduos e a conservação e gestão energéticas para a preservação do meio ambiente. Não se pode pretender criar uma "ilha verde" quando problemas como o antigo aterro e as emissões da Central Eléctrica são persistentes; 12. Porque a ilha é pequena torna-se ainda mais importante que as questões da gestão energética sejam tratadas no sentido de evitar o desperdício; 13. A primeira medida para tornar o Porto Santo um destino de Ecoturismo passa pela total proibição do uso de sacos de plástico; 14. Todas as receitas geradas no Porto Santo devem ser gastas no Porto Santo; 15. Ajudar a criar, por intermédio dos serviços veterinários, as condições necessárias ao rápido reconhecimento do Podengo do Porto Santo como raça canina portuguesa; 16. Estudar a possibilidade da utilização de Unidades Móveis de Tratamento de Resíduos por Plasma, de modo a tornar a ilha mais limpa. A vitrificação dos resíduos daí resultantes têm aplicação na construção civil como substituto da brita. Seria assim o Porto Santo uma zona piloto para experimentação desta tecnologia que poderia, depois, vir a ser utilizada noutros locais; a. Como estas unidades teriam muito mais trabalho no Verão do que no Inverno, quando no defeso, poderiam ser utilizadas para tratar os lixos do aterro que já provocaram a lixiviação da nascente da Fonte da Areia e que começam a ficar à vista por via da erosão; 17. A praia e a sua areia de origem carbonatada biogénica – composta por bioclastos de algas vermelhas - tem propriedades físicas, químicas e térmicas. Assim sendo a vertente do turismo de saúde e bem-estar não pode ser esquecida; 18. Reconhecer o Porto Santo como marca turística própria; 19. Implementação rápida da Reserva da Biosfera; 20. Obrigatoriedade de a gasolina 95 estar disponível também no Porto Santo; 21. Definir uma vez por todas a zona de lazer para eventos mais dinâmicos.”