Jardim defende mudança de estatutos e sugere refiliação no PSD-M

Depois de semanas em reflexão, o ex-presidente do PSD-Madeira quebra o silêncio. Em artigo de opinião hoje publicado na edição impressa do Jornal, Alberto João Jardim que “apenas” participou “na campanha eleitoral para a Assembleia da República,...

Jardim defende mudança de estatutos e sugere refiliação no PSD-M
Depois de semanas em reflexão, o ex-presidente do PSD-Madeira quebra o silêncio. Em artigo de opinião hoje publicado na edição impressa do Jornal, Alberto João Jardim que “apenas” participou “na campanha eleitoral para a Assembleia da República, no Rectângulo”. E nessas eleições explica que votou PSD “porque votava Rui Rio”. Iniciado o tom crítico, Jardim escreve que “o PSD tem de recuar mais de meia dúzia de anos” para “reflectir sobre as listas que agora apresentou e à última hora penalizaram a união que vivia. Bem como refletir sobre o que mal conduzido nos fretes suicidas que fez a Lisboa, à Oposição local e à opinião publicada.” Denuncia “uma estratégia divisionista” criada por “uma fracção interna politicamente fraquinha, foi criadora em 2013 da criatura adversária Dr. Paulo Cafôfo” a quem acusa de ter tido “cinco azares”. E identifica-os: “ Primeiro, o mau segundo mandato e dizer-se-desdizer. Segundo, a excessiva focagem no Funchal, redutora da sua campanha. Terceiro, a notória quebra intelectual das últimas semanas antes das eleições. Quarto, a histórica submissão do PS local ao colonialismo lisboeta, agora mais acentuada. Quinto, a divisão histórica de sempre, no Partido Socialista local, entre os "rasteirinhos" e a "esquerda caviar". De volta ao PSD, Jardim admite que “estamos perante o problema da perda da maioria absoluta, pela primeira vez”. Depois de criticar o “politicamente correcto”, Alberto João Jardim vai ao fundo da questão. Diz que o partido precisa de mudar os estatutos e até sugere uma refiliação. “O PSD/Madeira necessita de uma mudança estatutária em termos de estruturação territorial. O PSD está inerte em Machico, Santa Cruz e Porto Santo. Impõe-se uma reorganização de Bases, talvez até refiliação, dadas as infiltrações promovidas para conseguir maiorias internas. Reorganizar e revitalizar os Trabalhadores Sociais Democratas (TSD), alicerces para agir e reconquistar o Funchal. Como partidariamente há que realcançar a Juventude Madeirense e as periferias urbanas - NOVAS CAUSAS, mas com REFERÊNCIAS e VALORES. Trabalhos partidários que têm de arrancar JÁ!” Sugere ainda uma alteração à “desastrosa política para a comunicação social, restaurar o "espírito de corpo" na Função Pública e eliminar a jactância indiferente de alguns dirigentes administrativos.” A parte final do artigo hoje publicado no Jornal é para explicar o que deve ser feito e lembrar que as comemorações do 10 de junho” pode ser uma oportunidade para o fim do contencioso da autonomia.