Joana Amaral Dias acusa o Serviço Nacional de Saúde de "negligência e incompetência" após morte do pai (Vídeo)

Joana Amaral Dias esteve ontem na SIC Notícias para falar pela primeira vez sobre a morte do pai, Carlos Amaral Dias, psicanalista de 73 anos que morreu na passada terça-feira enquanto era transportado pelo INEM para o Hospital de São José,...

Joana Amaral Dias acusa o Serviço Nacional de Saúde de "negligência e incompetência" após morte do pai (Vídeo)
Joana Amaral Dias esteve ontem na SIC Notícias para falar pela primeira vez sobre a morte do pai, Carlos Amaral Dias, psicanalista de 73 anos que morreu na passada terça-feira enquanto era transportado pelo INEM para o Hospital de São José, em Lisboa. A ex-deputada do Bloco de Esquerda revelou que o pai se sentiu mal às 9h00, a ambulância foi chamada poucos minutos depois e que o psicanalista só deu entrada na unidade hospitalar duas horas depois e já sem vida, revela a Nova Gente. "O meu pai vive no Marquês de Pombal. O trajeto da sua residência até ao São José é bastante curto. O que aconteceu foi um cocktal fatal de acidentes, negligência e incompetência", escreveu Joana Amaral Dias na legenda de um vídeo que partilhou no Instagram, com um excerto da entrevista. "Houve uma ambulância que avariou, mas também se verificaram demoras e a chegada do carro do Inem só com um técnico e sem o equipamento de reanimação como a situação estritamente ditava. O resultado foi a morte. Pedimos autópsia e o INEM abriu um inquérito. Aguardamos os resultados", disse. Sem esconder a revolta, Joana Amaral Dias criticou o Serviço Nacional de Saúde e afirmou que a população portuguesa está "vulnerável, desprotegida e entregue à sorte": «Se os impostos que pagamos não servem para acudir em situações limite, para que é que servem? Para salvar bancos? E se isto pode acontecer com um homem de 73 anos a viver no centro de Lisboa, pode suceder a qualquer um de 20 ou 30, em Viseu ou em Faro, ou no interior desertificado. Pode acontecer a qualquer um. Vivemos num país que cortou no essencial, deixou a gordura e talhou o osso, deixando as populações vulneráveis, desprotegidas e entregues à sua sorte". "É verdade que o meu pai era um doente com diversas patologias graves cuja expectativa de vida era já limitada. Mas certamente merecia ter partido em paz e com outra tranquilidade, com a mão segura pelos que amava, com os olhos postos nos que tinha. O meu pai foi estudante de medicina em Coimbra. Deu os seus melhores anos ao Serviço Nacional de Saúde, no qual deixou talento e pele. Morreu sozinho em agonia dentro de uma ambulância que não dispunha dos meios para o acudir. Que a sua partida sirva para que todos nós e finalmente rejeitemos este futuro", concluiu.