JPP apresenta voto de pesar pela morte do padre Mário Tavares

"Faleceu no dia 06-06-2020 o padre Mário Tavares. Com o seu desaparecimento físico, perdeu-se um homem muito atento às injustiças do mundo em que vivemos e, numa perspetiva de dever ético e moral, ocupava a linha da frente para as denunciar", começa por referir a nota enviada à imprensa. "Padre Mário Tavares, tinha 85 anos, sacerdote da Igreja Católica com um percurso eclesial pautado pela defesa dos mais fracos, dos pobres e defensor bem comum de acordo com os princípios da Doutrina Social da Igreja. O Padre Mário Tavares Figueira nasceu no Estreito de Câmara de Lobos, no dia 24 de julho de 1934 e foi ordenado sacerdote no dia 15 de agosto de 1959. A 3 de outubro desse mesmo ano foi nomeado coadjutor da paróquia de Machico. A 31 de dezembro de 1960 foi nomeado pároco do Arco de São Jorge e no dia 1 de março de 1964, nomeado pároco do Santo da Serra. Entre os anos 1965 a 1969 foi Capelão Militar na Guiné. Regressado à Madeira, a 30 de setembro de 1969 foi nomeado pároco de São Tiago, no Jardim da Serra, tendo permanecido nesta paróquia até 1992. Quando foi nomeado pároco para o Jardim da Serra, em 1969, esta ainda não era paróquia e por isso começou por estar ao serviço dos fiéis na capela do Foro. Seguiu-se a criação da paróquia de São Tiago, sendo esta uma das suas muitas “lutas” vitoriosas. O Padre Mário Tavares foi um homem da Igreja, defensor do “Povo de Deus” e um homem de grande solidariedade humana. Imbuído do espírito do Concílio Vaticano II, procurou na sua ação religiosa a proximidade com a comunidade que servia, escutando-lhes os problemas e as suas angústias, para as quais procurava encontrar respostas e soluções. Como afirmou o Bispo da Diocese do Funchal, D. Nuno Brás, faleceu um sacerdote que ao longo da sua vida procurou defender o povo e trabalhar em favor da justiça. Padre Mário Tavares deixou, ainda, marcas com a sua passagem pela política, representando a voz do povo nesta Casa da Democracia, enquanto deputado eleito pela CDU à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira entre 1992 e 1996. Foi, ainda, o principal impulsionador do movimento que defendia, e acabou por conseguir após a sua persistência e resiliência, elevar o Jardim da Serra a freguesia. Da sua história de vida, faz parte a passagem pela docência enquanto professor de Português na Escola do Estreito de Câmara de Lobos. Pelo exposto e na certeza de que a vida do sacerdote Mário Tavares é merecedora deste reconhecimento, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira no uso das suas prerrogativas regimentais aprova este voto de pesar pelo falecimento do Padre Mário Tavares Figueira, endereçando aos familiares e amigos, votos de sentidas condolências", acrescenta o comunicado.

JPP apresenta voto de pesar pela morte do padre Mário Tavares
"Faleceu no dia 06-06-2020 o padre Mário Tavares. Com o seu desaparecimento físico, perdeu-se um homem muito atento às injustiças do mundo em que vivemos e, numa perspetiva de dever ético e moral, ocupava a linha da frente para as denunciar", começa por referir a nota enviada à imprensa. "Padre Mário Tavares, tinha 85 anos, sacerdote da Igreja Católica com um percurso eclesial pautado pela defesa dos mais fracos, dos pobres e defensor bem comum de acordo com os princípios da Doutrina Social da Igreja. O Padre Mário Tavares Figueira nasceu no Estreito de Câmara de Lobos, no dia 24 de julho de 1934 e foi ordenado sacerdote no dia 15 de agosto de 1959. A 3 de outubro desse mesmo ano foi nomeado coadjutor da paróquia de Machico. A 31 de dezembro de 1960 foi nomeado pároco do Arco de São Jorge e no dia 1 de março de 1964, nomeado pároco do Santo da Serra. Entre os anos 1965 a 1969 foi Capelão Militar na Guiné. Regressado à Madeira, a 30 de setembro de 1969 foi nomeado pároco de São Tiago, no Jardim da Serra, tendo permanecido nesta paróquia até 1992. Quando foi nomeado pároco para o Jardim da Serra, em 1969, esta ainda não era paróquia e por isso começou por estar ao serviço dos fiéis na capela do Foro. Seguiu-se a criação da paróquia de São Tiago, sendo esta uma das suas muitas “lutas” vitoriosas. O Padre Mário Tavares foi um homem da Igreja, defensor do “Povo de Deus” e um homem de grande solidariedade humana. Imbuído do espírito do Concílio Vaticano II, procurou na sua ação religiosa a proximidade com a comunidade que servia, escutando-lhes os problemas e as suas angústias, para as quais procurava encontrar respostas e soluções. Como afirmou o Bispo da Diocese do Funchal, D. Nuno Brás, faleceu um sacerdote que ao longo da sua vida procurou defender o povo e trabalhar em favor da justiça. Padre Mário Tavares deixou, ainda, marcas com a sua passagem pela política, representando a voz do povo nesta Casa da Democracia, enquanto deputado eleito pela CDU à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira entre 1992 e 1996. Foi, ainda, o principal impulsionador do movimento que defendia, e acabou por conseguir após a sua persistência e resiliência, elevar o Jardim da Serra a freguesia. Da sua história de vida, faz parte a passagem pela docência enquanto professor de Português na Escola do Estreito de Câmara de Lobos. Pelo exposto e na certeza de que a vida do sacerdote Mário Tavares é merecedora deste reconhecimento, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira no uso das suas prerrogativas regimentais aprova este voto de pesar pelo falecimento do Padre Mário Tavares Figueira, endereçando aos familiares e amigos, votos de sentidas condolências", acrescenta o comunicado.