Julho terá sido o mês mais quente alguma vez registado no planeta

São, para já, dados provisórios, mas que apontam para Julho de 2019 como o mês mais quente alguma vez registado no planeta, de acordo com o Expresso. A informação é da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e baseia-se nos primeiros 29 dias...

Julho terá sido o mês mais quente alguma vez registado no planeta
São, para já, dados provisórios, mas que apontam para Julho de 2019 como o mês mais quente alguma vez registado no planeta, de acordo com o Expresso. A informação é da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e baseia-se nos primeiros 29 dias do mês, período em que as temperaturas globais foram 1.2 graus centígrados superiores às da era pré-industrial. Os dados oficiais de julho serão publicados na segunda-feira, 5 de agosto. Os meteorologistas lembram que o recorde de calor tinha sido, até agora, alcançado em julho de 2016, mas ainda que os valores de 2019 o igualem apenas, o facto será significativo. Em 2016 a temperatura global subiu graças ao fenómeno El Niño, cujo efeito muito forte elevou a temperatura da água no Pacífico central e leste equatorial – o que não se verificou este ano. Já junho de 2019 tinha quebrado recordes de temperatura em todo o mundo, tornando-se o mês mais quente de junho já registado. “Estamos a caminho de confirmar o período de 2015 a 2019 como os cinco anos mais quentes alguma vez registados", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, que voltou a eleger a batalha contra a mudança climática como a “corrida das nossas vidas e pelas nossas vidas”. A onda de calor que fez bater recordes de temperatura em cinco países europeus na semana passada está agora sobre a Gronelândia, acelerando o derretimento da camada de gelo da ilha dinamarquesa. A maior ilha do mundo - um território dinamarquês semiautónomo entre os oceanos Atlântico e Ártico - tem 82% da sua superfície coberta de gelo. Segundo a cientista climática Ruth Mottran, do Instituto Meteorológico da Dinamarca, a área da camada de gelo da Gronelândia que está a mostrar mais sinais de degelo “está a crescer diariamente e atingiu este ano um recorde de 56,5% ”, esta quarta-feira, não sendo ainda o pico esperado. Mais de 10 mil milhões de toneladas de gelo foram perdidas nos oceanos por degelos de superfície nesse dia, gerando uma perda líquida de cerca de 197 mil milhões de toneladas da Gronelândia em julho, adiantou Um estudo realizado em junho deste ano por cientistas dos Estados Unidos da América (EUA) e da Dinamarca revelou que o degelo na Groenlândia adicionará entre cinco e 33 centímetros ao nível global do mar até ao ano 2100.