Julio Velázquez ‘eleito’ para salvar o Marítimo

O treinador espanhol, de 39 anos, estava sem clube desde julho de 2020. Conta com passagens por Belenenses e Vitória de Setúbal, vários clubes no seu país e também em Itália, na Udinese. Julio Velázquez é o eleito pela SAD do Marítimo para dar um ‘pontapé’ na crise em que a equipa está submersa e que é facilmente explicada com o último lugar na classificação da I Liga. O treinador vinha sendo apontado como o sucessor de Milton Mendes, entre outros nomes, como o do português Sérgio Vieira, mas a escolha acabou por recair sobre o espanhol, de 39 anos, que já conhece bem o futebol português. Ao que tudo indica, o técnico vai ficar ligado ao Marítimo através de um contrato com duração de época e meia. A chegada à Madeira estava prevista para acontecer nas últimas horas, de modo a iniciar, o mais rapidamente possível, a missão de retirar a equipa verde-rubra da crise de resultados em que se encontra desde o início deste ano, somando nove jogos seguidos sem vencer. Julio Velázquez encantou-se pelo futebol ainda muito jovem, mas rapidamente entendeu que como jogador não seria um grande craque. Foi então que passou a vestir o fato de treino em detrimento das chuteiras. Projetou-se no mundo do treino com apenas 15 anos, quando começou a orientar equipas juvenis na sua cidade natal, Salamanca. Como treinador foi queimando etapas até chegar, finalmente, ao futebol profissional na época 2010/11 para comandar o já extinto Club Polideportivo Ejido (agora Polideportivo Ejido 2012 Sociedad Deportiva), da terceira divisão espanhola. Na temporada seguinte enveredou pelas cores das formações secundárias do Villarreal CF, até que em julho de 2012 assumiu a equipa principal do ‘submarino amarelo’, então na segunda divisão de Espanha. Ao comando da equipa da província de Castelló, Velásquez apenas marcou presença na primeira metade da época, contabilizando 22 jogos com um saldo de oito vitórias, oito empates e seis derrotas. Em 2013/14 realizou, pela primeira vez na sua carreira profissional, uma temporada completa ao serviço de um clube. O Real Murcia deu-lhe essa oportunidade e o técnico respondeu da melhor forma colocando ‘los granas’ em posição de disputar o ‘play-off’ de acesso à primeira liga espanhola. No entanto, uma derrota por 2-1 no conjunto das duas mãos deitou por terra as aspirações dos espanhóis. Ainda na segunda divisão espanhola, Velázquez foi um dos responsáveis pela promoção do Real Bétis ao principal escalão do futebol espanhol, visto que durante os quatro meses iniciais introduziu as suas ideias num plantel que contava com Cristiano Piccini e Antonio Adán, ambos com ligação ao futebol português. Em dezembro de 2015 chegou a Portugal para render Ricardo Sá Pinto no comando técnico da Belenenses SAD. Pegou na equipa no 13.º lugar do campeonato, a três pontos da zona de descida, sendo por essa altura a defesa mais batida com 30 golos sofridos em 13 jogos. mas finalizou a época no 9.º posto. A época seguinte afigurava-se tranquila, dado que os dirigentes do clube lisboeta tinham apostado em vários jogadores de qualidade. Porém, ao fim de sete jornadas, o técnico foi despedido, tendo o técnico chamado a atenção para uma “disparidade de critérios em diferentes decisões que a direção tomou sem fazer qualquer consulta prévia nem ter em conta a minha opinião.”, conforme revelou numa entrevista ao jornal Record, em 2016. Velázquez deixou os azuis ao fim de dez meses e regressou ao seu país para trabalhar na AD Alcorcón, onde permaneceu por duas temporadas antes de se aventurar no futebol italiano ao serviço da Udinese. Mas a passagem pelo ‘calcio’ foi breve pois à 12.ª jornada os ‘bianconeri’ encontravam-se em zona de descida com apenas nove pontos conquistados. Admirador confesso o futebol português e do nosso País, voltou em novembro de 2019, aceitando o convite do V. Setúbal, que atravessava um período de seis jogos sem vencer antes da covid-19 ‘atacar’. A série negativa de resultados piorou após o confinamento e, sem uma única vitória, o técnico foi afastado, estando sem clube desde então. Estilo de jogo Velázquez define-se como amante do futebol atacante. Gosta de ver as suas equipas praticarem um futebol ofensivo, um bom futebol. Segundo ele, o melhor é jogar ao ataque e tentar ter a posse de bola durante a maior parte do tempo, preferencialmente longe do raio da ação do seu guarda-redes. Só assim ficará mais perto de marcar e, consequentemente, de não sofrer. O técnico defende que uma equipa tem de ter vários métodos para chegar à baliza adversária, seja pelo passe longo ou por uma sequência de passes curtos. Ordem e sequência são as palavras-chave, pois o treinador acredita que estes são os dois valores basilares para que uma equipa atinja o sucesso.

Julio Velázquez ‘eleito’ para salvar o Marítimo
O treinador espanhol, de 39 anos, estava sem clube desde julho de 2020. Conta com passagens por Belenenses e Vitória de Setúbal, vários clubes no seu país e também em Itália, na Udinese. Julio Velázquez é o eleito pela SAD do Marítimo para dar um ‘pontapé’ na crise em que a equipa está submersa e que é facilmente explicada com o último lugar na classificação da I Liga. O treinador vinha sendo apontado como o sucessor de Milton Mendes, entre outros nomes, como o do português Sérgio Vieira, mas a escolha acabou por recair sobre o espanhol, de 39 anos, que já conhece bem o futebol português. Ao que tudo indica, o técnico vai ficar ligado ao Marítimo através de um contrato com duração de época e meia. A chegada à Madeira estava prevista para acontecer nas últimas horas, de modo a iniciar, o mais rapidamente possível, a missão de retirar a equipa verde-rubra da crise de resultados em que se encontra desde o início deste ano, somando nove jogos seguidos sem vencer. Julio Velázquez encantou-se pelo futebol ainda muito jovem, mas rapidamente entendeu que como jogador não seria um grande craque. Foi então que passou a vestir o fato de treino em detrimento das chuteiras. Projetou-se no mundo do treino com apenas 15 anos, quando começou a orientar equipas juvenis na sua cidade natal, Salamanca. Como treinador foi queimando etapas até chegar, finalmente, ao futebol profissional na época 2010/11 para comandar o já extinto Club Polideportivo Ejido (agora Polideportivo Ejido 2012 Sociedad Deportiva), da terceira divisão espanhola. Na temporada seguinte enveredou pelas cores das formações secundárias do Villarreal CF, até que em julho de 2012 assumiu a equipa principal do ‘submarino amarelo’, então na segunda divisão de Espanha. Ao comando da equipa da província de Castelló, Velásquez apenas marcou presença na primeira metade da época, contabilizando 22 jogos com um saldo de oito vitórias, oito empates e seis derrotas. Em 2013/14 realizou, pela primeira vez na sua carreira profissional, uma temporada completa ao serviço de um clube. O Real Murcia deu-lhe essa oportunidade e o técnico respondeu da melhor forma colocando ‘los granas’ em posição de disputar o ‘play-off’ de acesso à primeira liga espanhola. No entanto, uma derrota por 2-1 no conjunto das duas mãos deitou por terra as aspirações dos espanhóis. Ainda na segunda divisão espanhola, Velázquez foi um dos responsáveis pela promoção do Real Bétis ao principal escalão do futebol espanhol, visto que durante os quatro meses iniciais introduziu as suas ideias num plantel que contava com Cristiano Piccini e Antonio Adán, ambos com ligação ao futebol português. Em dezembro de 2015 chegou a Portugal para render Ricardo Sá Pinto no comando técnico da Belenenses SAD. Pegou na equipa no 13.º lugar do campeonato, a três pontos da zona de descida, sendo por essa altura a defesa mais batida com 30 golos sofridos em 13 jogos. mas finalizou a época no 9.º posto. A época seguinte afigurava-se tranquila, dado que os dirigentes do clube lisboeta tinham apostado em vários jogadores de qualidade. Porém, ao fim de sete jornadas, o técnico foi despedido, tendo o técnico chamado a atenção para uma “disparidade de critérios em diferentes decisões que a direção tomou sem fazer qualquer consulta prévia nem ter em conta a minha opinião.”, conforme revelou numa entrevista ao jornal Record, em 2016. Velázquez deixou os azuis ao fim de dez meses e regressou ao seu país para trabalhar na AD Alcorcón, onde permaneceu por duas temporadas antes de se aventurar no futebol italiano ao serviço da Udinese. Mas a passagem pelo ‘calcio’ foi breve pois à 12.ª jornada os ‘bianconeri’ encontravam-se em zona de descida com apenas nove pontos conquistados. Admirador confesso o futebol português e do nosso País, voltou em novembro de 2019, aceitando o convite do V. Setúbal, que atravessava um período de seis jogos sem vencer antes da covid-19 ‘atacar’. A série negativa de resultados piorou após o confinamento e, sem uma única vitória, o técnico foi afastado, estando sem clube desde então. Estilo de jogo Velázquez define-se como amante do futebol atacante. Gosta de ver as suas equipas praticarem um futebol ofensivo, um bom futebol. Segundo ele, o melhor é jogar ao ataque e tentar ter a posse de bola durante a maior parte do tempo, preferencialmente longe do raio da ação do seu guarda-redes. Só assim ficará mais perto de marcar e, consequentemente, de não sofrer. O técnico defende que uma equipa tem de ter vários métodos para chegar à baliza adversária, seja pelo passe longo ou por uma sequência de passes curtos. Ordem e sequência são as palavras-chave, pois o treinador acredita que estes são os dois valores basilares para que uma equipa atinja o sucesso.