Leitura do acórdão do homicídio do comando madeirense marcado para 9 de março

Luís Miguel Teles Lima, natural de Câmara de Lobos, era militar madeirense dos comandos e foi encontrado morto no quartel da Carregueira, em Sintra, a 21 de setembro de 2018. O MP acusou o arguido Deisom Camará, também ele comando, pela prática...

Leitura do acórdão do homicídio do comando madeirense marcado para 9 de março
Luís Miguel Teles Lima, natural de Câmara de Lobos, era militar madeirense dos comandos e foi encontrado morto no quartel da Carregueira, em Sintra, a 21 de setembro de 2018. O MP acusou o arguido Deisom Camará, também ele comando, pela prática do crime de homicídio na forma tentada, depois de uma investigação liderada pela Polícia Judiciária Militar. Está marcado para o dia 9 de março a leitura do acórdão do julgamento do homicídio de Luís Miguel Teles Lima, o militar madeirense que foi encontrado morto no quartel da Carregueira, em Sintra, a 21 de setembro de 2018.  O principal e único arguido é um colega do comando madeirense, indiciado que está pela prática do crime de homicídio na forma tentada. O julgamento começou a 5 de setembro de 2019 no Tribunal de Sintra. Segundo soube o JM, o coletivo de juízes, presidido por Paulo Almeida Cunha, marcou a leitura do acórdão, depois das sessões de dezembro de 2019, e janeiro e fevereiro de 2020. Nas várias sessões foram também ouvidos a mãe, uma tia e um irmão de Luís Teles, através de videoconferência diretamente do Tribunal da Comarca do Funchal, além da Polícia Judiciária Militar, altas patentes militares, oficiais, colegas e amigos dos comandos. O arguindo, que alegou em julgamento ter Luís Teles cometido suicídio, pertencia aos comandos e também está ligado como testemunha no caso onde morreu um outro madeirense, Hugo Abreu, que faleceu na ‘prova zero’ dos comandos em Alcochete. As provas apresentadas pelo Ministério Público e pela PJM vão contra a tese do principal suspeito. A acusação do MP dizia que o arguido Deisom Camará, atualmente com 22 anos e em prisão preventiva desde 30 de novembro de 2018, conhecia a vítima Luís Teles Lima, e "entre as 18:48 e as 18:56, por motivos não apurados, o arguido Deisom Camará empunhou a espingarda automática G-3 que lhe estava adstrita em função do serviço de sentinela à casa do paiol que estava a executar, encostando-a ao peito da vítima, encontrando-se o soldado Teles Lima já no exterior da casa do paiol. Em ato contínuo, o arguido disparou a arma que empunhava, tendo atingido a vítima na região peitoral esquerda, que redundou na sua morte", descreveu a acusação.