Ligações aéreas com Portugal preocupam a comunidade na Venezuela

As ligações aéreas entre a Venezuela e Portugal estão na ordem do dia. Primeiro porque existem mais de 100 portugueses a aguardar um voo humanitário de regresso. E em segundo, o anúncio do regresso da TAP no início de junho, que não incluiu a Venezuela nas operações. Como o JM noticiou na edição impressa do dia 16 de maio, neste momento em que a situação está mais clara em termos de pandemia, existem mais de 100 portugueses à espera de poderem regressar da Venezuela, residentes em território nacional (entre eles vários madeirenses). Além disso, há uma maior confiança em viajar o que está a fazer aumentar o número de pedidos de regresso por parte dos portugueses que por um ou outro motivo, ficaram retidos na Venezuela durante a pandemia, mas que vivem em território nacional. Voos proibidos ou não? Contatado pelo JM, o embaixador de Portugal em Caracas revelou que, no que toca a voos, "tudo depende das autoridades venezuelanas aprovarem ou não". Carlos de Sousa Amaro garante que "não depende do Estado português", escusando-se alongar nos comentários a um assunto compreensivelmente melindroso.  Sobre o mesmo assunto Aleixo Vieira, conselheiro das Comunidades madeirenses na Venezuela, afirmou ao JM que esta situação está a deixar "a comunidade revoltada". "Que eu saiba o Governo Venezuelano não coloca problemas para que este tipo de voos se realize, o que quer dizer que, o problema é Portugal, ou as nossas autoridades na Venezuela”. O conselheiro considera que a comunidade merece “uma resposta imediata, uma vez que mais de 100 cidadãos querem saber qual a sua verdadeira situação”. Acrescentando que “Espanha e Itália já organizaram voos, que a Alemanha organiza para a próxima semana outro voo destas características, e nós ainda nada”, apesar de “muita gente já ter entregue a documentação devida nos consulados há mais de um mês”. Fomos ainda ao encontro de José Luís Ferreira, Dirigente Associativo na Venezuela e Presidente da Câmara do Comércio que afirmou que esta situação está a “preocupar a comunidade portuguesa, principalmente a madeirense” pois “há, neste momento, um grupo de madeirenses que tem cá os seus negócios, mas que residem na Madeira e querem regressar e não conseguem devido a esta questão”.  TAP é incógnita Também a situação da TAP é um dossier bastante complexo, uma vez que, após a paragem causada pela pandemia mundial da Covid-19, anunciou novos destinos a partir de junho “esquecendo-se” da ligação regular entre Lisboa e o aeroporto de Maiquetía. Recorde-se, no dia 17 de fevereiro, o Governo venezuelano anunciou a suspensão por 90 dias das operações no país da companhia aérea portuguesa, “por razões de segurança”, após acusações de transporte de explosivos num voo oriundo de Lisboa. As autoridades venezuelanas consideram que a TAP, nesse voo entre Lisboa e Caracas, violou normas de segurança internacionais, permitindo explosivos, e também ocultou a identidade de Juan Guaidó na lista de passageiros. A sanção está assim levantada desde o passado dia 17 de maio, o que faz a comunidade portuguesa e madeirense na Venezuela sentir-se discriminada devido a esta situação, apelando a que os respetivos governos e administração da companhia aérea portuguesa se sentem à mesa, e resolvam este problema que está a deixar a comunidade emigrada na Venezuela mais isolada de Portugal e da Madeira. Leia tudo na edição impressa de hoje do JM.

Ligações aéreas com Portugal preocupam a comunidade na Venezuela
As ligações aéreas entre a Venezuela e Portugal estão na ordem do dia. Primeiro porque existem mais de 100 portugueses a aguardar um voo humanitário de regresso. E em segundo, o anúncio do regresso da TAP no início de junho, que não incluiu a Venezuela nas operações. Como o JM noticiou na edição impressa do dia 16 de maio, neste momento em que a situação está mais clara em termos de pandemia, existem mais de 100 portugueses à espera de poderem regressar da Venezuela, residentes em território nacional (entre eles vários madeirenses). Além disso, há uma maior confiança em viajar o que está a fazer aumentar o número de pedidos de regresso por parte dos portugueses que por um ou outro motivo, ficaram retidos na Venezuela durante a pandemia, mas que vivem em território nacional. Voos proibidos ou não? Contatado pelo JM, o embaixador de Portugal em Caracas revelou que, no que toca a voos, "tudo depende das autoridades venezuelanas aprovarem ou não". Carlos de Sousa Amaro garante que "não depende do Estado português", escusando-se alongar nos comentários a um assunto compreensivelmente melindroso.  Sobre o mesmo assunto Aleixo Vieira, conselheiro das Comunidades madeirenses na Venezuela, afirmou ao JM que esta situação está a deixar "a comunidade revoltada". "Que eu saiba o Governo Venezuelano não coloca problemas para que este tipo de voos se realize, o que quer dizer que, o problema é Portugal, ou as nossas autoridades na Venezuela”. O conselheiro considera que a comunidade merece “uma resposta imediata, uma vez que mais de 100 cidadãos querem saber qual a sua verdadeira situação”. Acrescentando que “Espanha e Itália já organizaram voos, que a Alemanha organiza para a próxima semana outro voo destas características, e nós ainda nada”, apesar de “muita gente já ter entregue a documentação devida nos consulados há mais de um mês”. Fomos ainda ao encontro de José Luís Ferreira, Dirigente Associativo na Venezuela e Presidente da Câmara do Comércio que afirmou que esta situação está a “preocupar a comunidade portuguesa, principalmente a madeirense” pois “há, neste momento, um grupo de madeirenses que tem cá os seus negócios, mas que residem na Madeira e querem regressar e não conseguem devido a esta questão”.  TAP é incógnita Também a situação da TAP é um dossier bastante complexo, uma vez que, após a paragem causada pela pandemia mundial da Covid-19, anunciou novos destinos a partir de junho “esquecendo-se” da ligação regular entre Lisboa e o aeroporto de Maiquetía. Recorde-se, no dia 17 de fevereiro, o Governo venezuelano anunciou a suspensão por 90 dias das operações no país da companhia aérea portuguesa, “por razões de segurança”, após acusações de transporte de explosivos num voo oriundo de Lisboa. As autoridades venezuelanas consideram que a TAP, nesse voo entre Lisboa e Caracas, violou normas de segurança internacionais, permitindo explosivos, e também ocultou a identidade de Juan Guaidó na lista de passageiros. A sanção está assim levantada desde o passado dia 17 de maio, o que faz a comunidade portuguesa e madeirense na Venezuela sentir-se discriminada devido a esta situação, apelando a que os respetivos governos e administração da companhia aérea portuguesa se sentem à mesa, e resolvam este problema que está a deixar a comunidade emigrada na Venezuela mais isolada de Portugal e da Madeira. Leia tudo na edição impressa de hoje do JM.