Livro aborda História da Saúde na Região

O Secretário Regional da Saúde, Pedro Ramos, anunciou ontem a apresentação de um livro sobre a ‘História da Saúde’ nos últimos 600 anos na Região, que incluirá diversos apontamentos alusivos a cada século, com especial foco nos últimos 40 anos...

Livro aborda História da Saúde na Região
O Secretário Regional da Saúde, Pedro Ramos, anunciou ontem a apresentação de um livro sobre a ‘História da Saúde’ nos últimos 600 anos na Região, que incluirá diversos apontamentos alusivos a cada século, com especial foco nos últimos 40 anos de Autonomia, desde o momento em que Nélio Mendonça criou o Sistema Nacional de Saúde. Pedro Ramos recordou ainda as intervenções realizadas pelo setor da Saúde em 2019, inseridas nas Comemorações dos 600 Anos, tais como a ‘Expo Saúde e Proteção Civil’ e ainda uma conferência, no âmbito da Comissão de Dissuasão e Toxicodependência, a cargo de Rubina Gouveia. Ontem, foi a vez de António Rodrigues, escritor e investigador, de 79 anos, desafiado pelo setor da Saúde, abordar uma conferência sobre a História da Saúde na ilha do Porto Santo, na qual reside. Nos anos 50, o escritor e investigador trabalhou como auxiliar de enfermagem do Centro de Saúde do Porto Santo e, nos anos 60, entrou para a autarquia portossantense. Em 1997, aquando a sua aposentação, dedicou-se à investigação e à escrita, tendo, desde então, publicado sete obras sobre Hábitos, Tradições e Cultura da ilha. “Havia muita dificuldade”, foi desta forma que o investigador recordou os tempos passados da Saúde aos jornalistas. Nessa época, por volta do século XIX, os doentes eram tratados por curas e com recurso a ervas medicinais, pois não havia médicos nem tinham possibilidades de adquirir medicamentos. Por volta do 25 de abril, a ilha começou a registar progressos. Trabalhador na Junta de Freguesia, António Rodrigues assistia a filas de homens e mulheres que aguardavam por um atestado de vida que lhes desse direito a medicamentos. “Era muito complicado para pessoas necessitadas sobreviverem”, lembra. Desde então, a tecnologia trouxe alguns benefícios e hoje o centro de saúde local não tem “qualquer comparação” e tem uma equipa de “excelentes profissionais, médicos e enfermeiros”. Embora sabemos que para os dias de hoje, falta qualquer coisa”, complementa o escritor.