Luta contra a COVID-19 em São Paulo: “Eu sou um desses casos de sucesso”

Simone Correia, é enfermeira num Hospital particular em São Paulo, foi infetada por este vírus e esteve 5 dias internada na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). A lusodescendente assistiu também ao internamento do seu marido, mas o casal conseguiu recuperar e é um dos bons exemplos de sucesso perante a covid-19. A lusodescendente é filha de madeirenses e começou por sentir “os primeiros sintomas” no dia 10 de abril. “Como eu trabalho no Hospital, sou coordenadora de enfermagem no Hospital particular em São Paulo, os profissionais de saúde fazem logo o teste para percebemos se é necessário fazer isolamento”. A madeirense explica-nos que começou com febre e mal-estar no dia 11. “Eu fiz o teste no dia 11, como tinha sintomas fiquei isolada, quando no dia 13 veio o resultado do teste positivo”. Após ter conhecimento do teste positivo à Covid-19, explicou-nos a reação que teve: “Nesse momento deu-me um desespero, passei no médico, na infetologia, deram-me algumas orientações e comecei com antibiótico”. O internamento na UCI Até aqui, parecia estar tudo a correr bem dentro das condicionantes da infeção. Simone Correia apresentava alguns sintomas, mas continuava estável em casa. Até que no dia 17 de abril, começou com um mal-estar, falta de ar, muita tosse, não conseguia respirar, “aí chamei o meu marido que estava a trabalhar e ele foi ter ao hospital”. A lusodescendente explicou-nos a situação preocupante na qual se encontrava. “Fiz alguns exames, a minha tomografia estava bastante comprometida, e aí fizeram os exames de sangue, tinha uma infeção pulmonar bem grande e internaram-me na unidade de cuidados intensivos”. “Fiquei 5 dias e graças a deus, não precisei de entubação, mas fiquei com máscaras de oxigénio, passava as noites, meu deus, acordada a olhar para os aparelhos e a pensar: será que agora eu vou?”. A situação é desesperante como nos relata: “Mesmo com o oxigénio e as medicações, é uma angústia, uma falta de ar tremenda, só quem passa para entender esse horror. Eu já tive pneumonia, mas não tem comparação é surreal, é uma falta de ar que você pensa o tempo todo que vai morrer”. Simone Correia realçou a importância que casos como estes têm e que devem ser difundidos um pouco por todo o lado. “É importante mostrarmos que existem casos de sucesso e que também há recuperação. É um caso muito sério, mas nós temos profissionais médicos muito bons. E eu sou um desses casos de sucesso”. Leia o relato na íntegra na edição impressa desta sexta-feira do seu JM.

Luta contra a COVID-19 em São Paulo: “Eu sou um desses casos de sucesso”
Simone Correia, é enfermeira num Hospital particular em São Paulo, foi infetada por este vírus e esteve 5 dias internada na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). A lusodescendente assistiu também ao internamento do seu marido, mas o casal conseguiu recuperar e é um dos bons exemplos de sucesso perante a covid-19. A lusodescendente é filha de madeirenses e começou por sentir “os primeiros sintomas” no dia 10 de abril. “Como eu trabalho no Hospital, sou coordenadora de enfermagem no Hospital particular em São Paulo, os profissionais de saúde fazem logo o teste para percebemos se é necessário fazer isolamento”. A madeirense explica-nos que começou com febre e mal-estar no dia 11. “Eu fiz o teste no dia 11, como tinha sintomas fiquei isolada, quando no dia 13 veio o resultado do teste positivo”. Após ter conhecimento do teste positivo à Covid-19, explicou-nos a reação que teve: “Nesse momento deu-me um desespero, passei no médico, na infetologia, deram-me algumas orientações e comecei com antibiótico”. O internamento na UCI Até aqui, parecia estar tudo a correr bem dentro das condicionantes da infeção. Simone Correia apresentava alguns sintomas, mas continuava estável em casa. Até que no dia 17 de abril, começou com um mal-estar, falta de ar, muita tosse, não conseguia respirar, “aí chamei o meu marido que estava a trabalhar e ele foi ter ao hospital”. A lusodescendente explicou-nos a situação preocupante na qual se encontrava. “Fiz alguns exames, a minha tomografia estava bastante comprometida, e aí fizeram os exames de sangue, tinha uma infeção pulmonar bem grande e internaram-me na unidade de cuidados intensivos”. “Fiquei 5 dias e graças a deus, não precisei de entubação, mas fiquei com máscaras de oxigénio, passava as noites, meu deus, acordada a olhar para os aparelhos e a pensar: será que agora eu vou?”. A situação é desesperante como nos relata: “Mesmo com o oxigénio e as medicações, é uma angústia, uma falta de ar tremenda, só quem passa para entender esse horror. Eu já tive pneumonia, mas não tem comparação é surreal, é uma falta de ar que você pensa o tempo todo que vai morrer”. Simone Correia realçou a importância que casos como estes têm e que devem ser difundidos um pouco por todo o lado. “É importante mostrarmos que existem casos de sucesso e que também há recuperação. É um caso muito sério, mas nós temos profissionais médicos muito bons. E eu sou um desses casos de sucesso”. Leia o relato na íntegra na edição impressa desta sexta-feira do seu JM.